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sexta-feira, 10 de agosto de 2018

A IMITAÇÃO DE CRISTO - KEMPIS - RELEITURA - 02


A Imitação de Cristo - Tomás de Kempis
Releitura

LIVRO PRIMEIRO
AVISOS ÚTEIS PARA A VIDA ESPIRITUAL

CAPITULO 2
Do humilde sentir de si mesmo
 
1. Todo homem tem desejo natural de saber; mas que aproveitará a ciência, sem o temor de Deus? Melhor é, por certo, o humilde camponês que serve a Deus, do que o filósofo soberbo que observa o curso dos astros, mas se descuida de si mesmo. Aquele que se conhece bem se despreza e não se compraz em humanos louvores. Se eu soubesse quanto há no mundo, porém me faltasse a caridade, de que me serviria isso perante Deus, que me há de julgar segundo minhas obras?
1. Renuncia ao desordenado desejo de saber, porque nele há muita distração e ilusão. Os letrados gostam de ser vistos e tidos por sábios. Muitas coisas há cujo conhecimento pouco ou nada aproveita à alma. E mui insensato é quem de outras coisas se ocupa e não das que tocam à sua salvação. As muitas palavras não satisfazem à alma, mas uma palavra boa refrigera o espírito e uma consciência pura inspira grande confiança em Deus.
2. Quanto mais e melhor souberes, tanto mais rigorosamente serás julgado, se com isso não viveres mais santamente. Não te desvaneças, pois, com qualquer arte ou conhecimento que recebeste. Se te parece que sabes e entendes bem muitas coisas, lembra-te que é muito mais o que ignoras. Não te presumas de alta sabedoria (Rom 11,20); antes, confessa a tua ignorância. Como tu queres a alguém te preferir, quando se acham muitos mais doutos
do que tu e mais versados na lei? Se queres saber e aprender coisa útil, deseja ser desconhecido e tido por nada.
3. Não há melhor e mais útil estudo que se conhecer perfeitamente e desprezar-se a si mesmo. Ter-se por nada e pensar sempre bem e favoravelmente dos outros, prova é de grande sabedoria e perfeição. Ainda quando vejas alguém pecar publicamente ou cometer faltas graves, nem por isso te deves julgar melhor, pois não sabes quanto tempo poderás perseverar no bem. Nós todos somos fracos, mas a ninguém deves considerar mais fraco que a ti mesmo.

O ímpeto de buscar conhecimento advém do Ego que, enquanto interface entre o espírito e o ambiente desafiador, consolidou-se momento a momento como consequência autêntica da necessidade de sobrevivência. A evolução não dá saltos e o aprendizado se estabelece em conformidade com a experiência de cada evolucionário. Uns vão adquirindo determinadas aptidões e tendências enquanto outros desenvolvem-se em outros aspectos. Certo que, no decorrer dos evos, cada alma há de bem aprender acerca de todo o necessário para estabelecer-se como consciência responsável por sua própria condução, convivência, para tanto absorvendo valores éticos que, como tudo, vão se aprimorando mais e mais.
Bem nesse ponto Kempis questiona: “Todo homem tem desejo natural de saber; mas que aproveitará a ciência, sem o temor de Deus?”.
De fato, mesmo nos meios acadêmicos mais condoreiros da ciência ortodoxa atualíssima um ponto que vem sendo mais e mais discutido é a ética que deve informar a busca científica. Notadamente nos comentimentos da Bioética o cientista se vê sob inovado rigor por parte da sociedade em geral, cobrado na essência de sua pesquisa quanto ao resguardo da dignidade do ser humano.
É o tardio reconhecimento do questionamento de Kempis. Essa necessidade de submissão a uma moralidade científica, independentemente de pendores religiosos, é a ciência que melhor aproveita ao homem porquanto sob o “temor de Deus”.
No mesmo passo, o intuito do homem de ciência tanto mais aparta-se desse “temor de Deus” quanto maior a vaidade com que se entrega às suas buscas, sem autênticas preocupações com a conquista de benefícios à humanidade.
Menos mal que o homem renuncie à busca de conhecimento se estiver apenas sob o império de sua sede avassaladora de saber, sem a essência de aplicar o seu saber em benefício do semelhante. Assim é tanto para o obstinado habitante de laboratórios como para os que se entregam às ideias, filosofando, abarcando sistemas, cogitando teorias.


quarta-feira, 8 de agosto de 2018

A IMITAÇÃO DE CRISTO - KEMPIS - RELEITURA - 01


A Imitação de Cristo - Tomás de Kempis
Releitura

LIVRO PRIMEIRO
AVISOS ÚTEIS PARA A VIDA ESPIRITUAL

CAPÍTULO 1
Da imitação de Cristo e desprezo de todas as vaidades do mundo

1. Quem me segue não anda nas trevas, diz o Senhor (Jo 8,12). São estas as palavras de Cristo, pelas quais somos advertidos que imitemos sua vida e seus costumes, se verdadeiramente queremos ser iluminados e livres de toda cegueira de coração. Seja, pois, o nosso principal empenho meditar sobre a vida de Jesus Cristo.

Desde o início da jornada evolucionária humana neste planeta, de tempos em tempos um Mestre vem à vida física ordinária para ministrar, por meio de sua vida e seu exemplo, os Ensinos Superiores, seja renovando-os, aclarando-os, ou mesmo agregando novos valores da Cosmoética.
Da mais remota Antiguidade e sempre o homem se vê confrontado com os Ensinos. Quando da vinda do Cristo Planetário ao Plano das Formas, foi na sublime pessoa de Jesus que, por três anos, viveu entre os espíritos aqui humanizados em árdua missão de esclarecimento quanto à conduta a se alcançar por esforço de auto-aperfeiçoamento.
Bem por isso foi destacado por Kempis o “principal empenho” de “medidtar sobre a vida de Jesus Cristo”.

2. A doutrina de Cristo é mais excelente que a de todos os santos, e quem tiver seu espírito encontrará nela um maná escondido. Sucede, porém, que muitos, embora ouçam frequentemente o Evangelho, sentem nele pouco enlevo: é que não possuem o espírito de Cristo. Quem quiser compreender e saborear plenamente as palavras de Cristo é-lhe preciso que procure conformar à dele toda a sua vida.

O Ensino trazido pelo Cristo Planetário demarcou profunda alteração nos rumos da Humanidade Terrestre. De se ver que naqueles tempos era do costume geral, amplamente aceito, a Lei do Talião. Olho por olho, dente por dente, era um enunciado a que raríssimos indivíduos antepunham alguma dúvida. Bem provável que a letra das Antigas Escrituras, forjadas à cultura de antanho, tenha demarcado nas considerações comuns que a causalidade de nossas atitudes devesse ser regra manejada pelo homem comum, o que fez da vingança uma noção deturpada do conceito de “justiça”.
Daí o caráter renovador da Lei do Amor que o Cristo veio vivenciar diante de tantos olhares de espanto.
Esse espanto, diz Kempis, decorre do fato de que os homens “não possuem o espírito de Cristo”, o que torna imprescindível “conformar à dele toda a sua vida”.

3. Que te aproveita discutires sabiamente sobre a SS. Trindade, se não és humilde, desagradando, assim, a essa mesma Trindade? Na verdade, não são palavras elevadas que fazem o homem justo; mas é a vida virtuosa que o torna agradável a Deus. Prefiro sentir a contrição dentro de minha alma, a saber defini-la. Se soubesses de cor toda a Bíblia e as sentenças de todos os filósofos, de que te serviria tudo isso sem a caridade e a graça de Deus? Vaidade das vaidades, e tudo é vaidade (Ecle 1,2), senão amar a Deus e só a ele servir. A suprema sabedoria é esta: pelo desprezo do mundo tender ao reino dos céus.

Aspecto bastante áspero da condição humana, o ímpeto de buscar reconhecimento pessoal, um autêntico culto ao Ego, é desnudado por Kempis com a simples indagação acerca do real valor de um vasto conhecimento meramente formal, sob arestas de erudição, em contraponto com a conduta lídima indicada pelo Cristo.
Rercurso belíssimo de retórica, Kempis assevera que prefere “sentir a contrição dentro de minha alma, a saber defini-la”.
De fato o homem simples, incapaz de articular definições e deitar conceitos, tem muito mais mérito do que o douto que discursa sob impecável oratória, que seduz pelo canto poético de um saber tão amplo quanto, inversamente, confunde pelo exemplo faltoso de mínimas virtudes diante do semelhante.
É preciso entender que o “desprezo pelo mundo” refere-se ao desprezo por essa postura hipócrita, tão comum no mundo, diga-se, desde então até hoje.
Consequentemente, desprezada a hipocrisia dos galardões egoístas das palavras ocas, sem lastro na conduta de Amor ao próximo, põe-se o homem já a “tender ao reino dos céus”.

4. Vaidade é, pois, buscar riquezas perecedoras e confiar nelas. Vaidade é também ambicionar honras e desejar posição elevada. Vaidade, seguir os apetites da carne e desejar aquilo pelo que, depois, serás gravemente castigado. Vaidade, desejar longa vida e, entretanto, descuidar-se de que seja boa. Vaidade, só atender à vida presente sem providenciar para a futura. Vaidade, amar o que passa tão rapidamente, e não buscar, pressuroso, a felicidade que sempre dura.

A condição humana ganhou o peso de maiores responsabilidades quando o espírito passou a bem inteligir sobre o caráter de seus atos perante si e os demais. Equivale a dizer, o homem afastou-se suficientemente da animalidade meramente instintiva e embalou-se por gerações na constituição de suas famílias, clãs, tribos, nações.
Com isso o Ego despontou como elemento de interação do espírito com o ambiente, tantas vezes hostil, em que pelejava pela sobrevivência.
Após as preciosas Lições de tantos Mestres semeados na humanidade, o Cristo Planetário veio vivenciar que o Ego deveria ser, já a partir de então, subjugado pelas noções mais elevadas que germinavam na alma.
Numa palavra, o homem passou a ter diante de si a responsabilidade por elevar a escala de seus valores, vencendo a difícil tarefa de transcender aos ímpetos do Ego para dar vazão aos impulsos mais sutis, sublimes, que já lhe vinham vibrando no âmago de incômodos intuídos.
Ao homem passou a ser exigido, mais plenamente, que passasse a viver de acordo com a Lei do Amor.

5. Lembra-te a miúdo do provérbio: Os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos de ouvir (Ecle 1,8). Portanto, procura desapegar teu coração do amor às coisas visíveis e afeiçoá-lo às invisíveis: pois aqueles que satisfazem seus apetites sensuais mancham a consciência e perdem a graça de Deus.

Como é filosoficamente mais simples conquanto espiritualmente muito mais complexa a Lei do Amor, resumida ternamente no enunciado amai ao próximo como a si mesmo e a Deus sobre todas as coisas, o homem demonstra dificuldade em contentar-se com o que o coração lhe garante mas a razão não alcança.
Os olhos querem sempre mais e mais ver, tanto quanto os ouvidos buscam ainda mais novidades ouvir. Mas não há ensinamentos novos ou descobertas da busca pela busca que se sobreponham à Lei do Amor.
O homem necessita deixar os prazeres que moveram e ainda movem o Ego como estímulo à conquista do mundo para, como já destacado, passar a desprezá-lo. Não voltaremos às cavernas, mas devemos manter nossas conquistas cientes de que há muito mais a se dominar. Agora, devemos dominar a nós mesmos conscientes de que tudo o mais é apenas o meio para se atingir virtudes que fazem a alma mais capacitada ao Amor e à ascensão aos Planos Superiores da Existência.



sábado, 21 de julho de 2018

Aniversário - 53 anos

No tempo, no espaço, na Vida, na Morte, hoje somos o que somos porque assim o determinamos com nosso Ser, nossa parcela de realização da Consciência Universal no tempo-espaço do Agora...
Bem-vindos à Verdade...
Sem dizeres religiosos, somos a Vida que transborda do Todo em indivíduos que, cada qual, recebe e veicula o que pode de acordo com a CENTELHA divina que recebeu para ser o que é no contexto do TODO...
Não tenha medo do Agora...
Cada experiência que você vivencia é o TODO UNIVERSAL que experimenta no contexto da VIDA...
O mendigo que se conforta com uma moeda e com uma dose a mais do etílico sonho de ser alguém...
O bilionário que retém a vida comum de milhares para seus lucros...
O homem de bem que se estripa na vida do dia a dia para dar o que possa de melhor aos seus...
Pouco importa...
Somos o que somos no contexto do todo para vivenciar e aprender.
Somos o que somos porque, mais do que tudo, nada além merecemos no contexto de uma vida lançada na longa esteira de um Manvântara à espera de outro Pralaya...
Hoje completo 53 anos de vida na Terra, nesta jornada...
Convido-o a experimentar o que não posso compartilhar: a Vida, o TODO, o UNIVERSO, a ilusão de ser e de estar...
O mendigo que se conforta com uma moeda e com uma dose a mais do etílico sonho de ser alguém...O bilionário que retém a vida comum de milhares para seus lucros...O homem de bem que se estripa na vida do dia a dia para dar o que possa de melhor aos seus...Pouco importa...Somos o que somos no contexto do todo para vivenciar e aprender.Somos o que somos porque, mais do que tudo, nada além merecemos no contexto de uma vida lançada na longa esteira de um Manvântara à espera de outro Pralaya...Hoje completo 53 anos de vida na Terra, nesta jornada...
Convido-o a experimentar o que não posso compartilhar: a Vida, o TODO, o UNIVERSO, a ilusão de ser e de estar...


Marco Aurélio Leite da Silva - 21/07/2018

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Um Pouco de Humor --- A Queda...

Imaginemos o deus descrito no primeiro livro do pentateuco. Desde logo nos deparamos com a surrada questão de ser a palavra “Elohim” um termo plural. Sem muita musculação, chegamos ao final da série de repetições com a certeza de que, se foi dito “elohim”, é porque quiseram dizer “deuses” e não apenas um “deus”. Está bem. Então esses deuses criaram o planeta. Claro que não levaram seis dias, até porque, sem a própria Terra e o Sol, de dia algum se cogitaria na economia do movimento dos astros ainda inexistentes.

Mas fizeram o nosso orbe. E aí? Bom, o chefe lá de cima (ou seriam “os chefes”?) ao que se pode inferir parece já ter criado anteriormente toda uma imensa gama de seres estranhos, em tese bonzinhos, sob rígida hierarquia e chamados genericamente de “anjos”. Eles eram TU-DO. Lindos, poderosos, sábios... Sem trocadilhos, eram dignos do mármore de Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni.

Sei lá por qual meio o deus, ou deuses, acharam por bem criar essa turma de Brad-Jolie, mas o fato é que, dentre todos eles, havia um (sempre tem um, não é mesmo?) que era ainda o mais fanfarrão de todos! Lindo de morrer, sábio como o Google, só perdia mesmo para o chefe (ou chefes...). Entre uma uva e uma ode executada à Lira, lá estava Lúcifer no Paraíso sob as dores do tédio quando o CEO celestial lhe mandou um holo-email. A carinha do manda-chuva apareceu e disse “Lulu, dá um pulo aqui agora!”.

Lúcifer, que se sentia um poodle quando era chamado de Lulu (será que já havia poddles no Paraíso?), engoliu o orgulho e a ira (epa!) e foi, saltitante como uma libélula ao encontro do papai.

:_ Por que demorou?
:_ Porra! Acabei de chegar!
:_ Olha a boca!!!!!!

Papaizinho disse a Lulu que pretendia colocar uma coisinha a mais no planeta que ele, digo eles, enfim, que foi feito. Lúcifer ficou eufórico. Mal pode conter as lágrimas de elevação de sua vaidade. Finalmente o Papi pensara em seu preferido. Ele teria um planeta só dele!!! Um planeta para o Lucefinho! Vá lá que era um planetinha de merda na periferia de uma galáxia que sequer era das mais vistosas. Mas também! Para um deusinho meia boca como o Papi estava louco de bom!

:_ Vou soprar vida inteligente num ser de matéria bruta e ele habitará a Terra.

Silêncio sepulcral!

Lulu permaneceu alguns milênios ali, boquiaberto, atônito, com o lacrimejar oscilante teimando em turvar-lhe a visão. Um ser de barro!? Um ser de... de... matéria? Inteligente? Um troço feito de planeta, pensante?

Coçou o nariz... Disfarçou o ódio lancinante. Abriu um largo sorriso com um dos olhos fechados.

:_ Papi, Papi! Seu pândego biruta! Sempre com piadinhas não é mesmo?

Dizem os registros do Plano Mental dos Arquitetos do Superuniverso que pela primeira vez na eternidade um deus (ou seriam deuses?) desceram o porrete num anjo. Foram tantas as porretadas que o pobre coitado não apenas caiu. Foi disparado para a Terra e chegou com tanto impacto que, de quebra, matou todos os imensos e horrorosos rascunhos de vida reptiliana que Lulu mantinha em segredo. Sem mais dinossauros desde então.

Lulu foi parar no meio da Terra. Era meio quente por lá. Lembrava Vênus. Um certo senso de vergonha fez com ele ficasse ali por algum tempo, ao menos um pouquinho, só o suficiente para modificarem-se os continentes na suferfície. Foi por essa época que um de seus súditos, cujo nome se perdeu na noite dos tempos (certamente era algo que rimava com “el”), procurou Lulu e lhe trouxe o golpe final.

:_ Lúcifer! Arcanjo Supremo de Infinita Beleza e Sabedoria!
:_ Vai logo porra!

O anjo contou que Lulu não apenas tinha sido banido do Paraíso. Ficara, tanto ele como todos os anjos sob seu comando, responsável pelo acompanhamento, proteção e desenvolvimento do novo ser inteligente que Papi já havia colocado sobre o planeta.

:_ Eu? Logo eu?

O anjinho temeroso e de olhar cabisbaixo ousou retrucar.

:_ Nós, Excelência... Nós...

A vida na Terra naqueles tempos era um “dolce far niente”. Frutas, lagos, campos, Adão peladão para lá e para cá. Todavia, até mesmo o paraíso terreno fica chato se você não tem, digamos, uma certa diversão jorrante... Não demorou muito e o mais novo queridinho do Papi fez um pedido.

:_ Pô! Jamais reclamar senhor! Tá ligado? Mas tem uma mão que tá pegando...

O oniciente experimentou uma certa dúvida e resolveu ler o pensamento de seu fruto barroso. A cena trouxe à incognoscível face divina um rubor bem conhecido.

:_ Ah! Ele quer transar!!!!!!!

Depois de reunir o secretariado do CEO (acho que os tais elohim), chegaram à conclusão que o melhor jeito de fazer uma fêmea para o homem era através de uma de suas... costelas...

Costela?

Pois é... Costela... Já pensou se os romanos resolvessem criar um concílio para discutir a escolha da costela? Teses profundas surgiriam! É que você tem que comer a carne e roer o osso! É que quando a carne acabar, você pode sempre chupar o osso. Bem, deixemos isso para os jurisconsultos e feministas.

Bom... Fizeram a tal da mulher. Nesse ponto há alguma divergência. Dizem que criaram uma tal de Lilith. Na primeira bimbada, Lilith assumiu o comando e quase matou Adão de tanto esforço... Andava toda toda pela selva, insinuando-se, gostosa como um demônio. Adão ali, com três kilogramas de olheira, magro, cansado, com dores em todo o corpo.

:_ Ô deus!!! Lars von Trier ainda nem nasceu e o senhor já me mandou a Charlotte Gainsbourg? Orra meu! Tô no mingau...

O CEO reuniu de novo a moçada do Elohim. A turma estava meio irritada. Ele quer ou não quer? Depois de discutir sobre a tabela da Euro-Champions, finalmente resolveram fazer outra moçoila. Agora mais calminha. Com todos aqueles atributos que o homem adota nas fêmeas com o selo “Essa é para casar”.

Lilith ficou tão brava que o próprio Lulu se manteve escondidinho. Dizem que ela saiu mundo afora dando para todos. Teve filhos com tudo que era demônio. Nunca entendi como já havia tantos demônios naqueles primevos tempos de prevaricação. Até hoje é cultuada como deusa da Lua. Ah! O nome da moçoila boazinha e falsa como uma nota de 3 dólares era Eva.

Depois de muito caldinho na boca e frutinhas silvestres, Adão recuperou a forma. Eva, então, desceu-lhe o porrete nos mesmos moldes de Lilith, mas fazendo de conta que era ela quem estava acabada. Sucesso absoluto!!!

Lulu, que até então limitara-se a montar um home theater no inferno para seus correligionários verem o Big Brother Earth, achou que era hora de fazer aguma coisa. Afinal, Papi já havia feito cagada demais.

:_ Irei, eu mesmo, à superfície dar um empurrãozinho nessa merda toda que Papi fez!

O inferno ficou em polvorosa. Carnaval, choppe gelado, milhares de clones de Lilith, umas duas ou três Evas, e o grito de guerra “Bicha! Bicha! Bicha!”

Lulu apareceu diante de Eva e, com sua descomunhal cobra enrijecida, fez a garotinha fluir numa cachoeira de expectativas. Eva, que era muito tímida, caiu de quatro e gritou “vem logo!!!”. Mas Lulu, conhecedor das falsas virtudes opulentas da timidez, anunciou a chantagem.

:_ Dê de comer da fruta do conhecimento do Bem e do Mal a seu marido, Adão! Aí, quem sabe, podemos fazer um negocinho...

Como sói acontercer em situações que tais, Eva recolocou a folha de videira e saiu correndo pelas matas. Derrubou três coqueiros no peito. Mas chegou até Adão. Pegou-o pela destra e o arrastrou de volta. Foi ao centro de Eridú, ou Éden, ou seja lá qual for o nome, e pegou logo a maior das frutas. Até hoje ninguém sabe se era uma maçã. Enfim, não consigo imaginar algo como um kiwi, uma jaboticaba, uma fruta do conde... Melancia não era certamente, pois não dá em árvore. Well, ela pegou a porra da maçã e deu para Adão comer.

:_ Tudo isso por causa de uma maçã?

Antecipando Anderson Silva, Eva aplicou um pombo sem asa à la Weidman e enfiou a maçã inteira no bucho de Adão. Este ainda estertorava sem respirar, mal terminando de engolir a maçã e os dentes quando Eva já estava novamente na posição em que Napoleão perderia a guerra. 

Lulu voltou para o inferno com olheiras.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Reptilianos?

Uma questão que reiteradamente vem à consideração é a do caráter extremamente recente do surgimento do ser humano no planeta Terra. Na projeção de todo o período de existência do planeta em um ano, o chamado ano geológico, o homem surge no último minuto do dia 31 de dezembro. No entanto, a maioria simplesmente acha disso algo meramente interessante. Mas é muito mais que isso.

Perguntei, enveredando por sites de antropologia e arqueologia da internet, se havia alguma (ao menos) hipótese da ciência ortodoxa que pretendesse explicar essa precocidade formidável do desenvolvimento humano. A resposta foi desconcertante. Disseram apenas “não”. Ninguém apresenta sequer uma mera hipótese a respeito. O homem é super recente e pronto.

Fiquei feliz por não me sentir algemado ao método científico. Não tenho nada contra a robusta metodologia científica, afinal é imprescendível ter esse rigor. Todavia, atento ao fato de que há miríades de informações passadas pela tradição dos povos, prefiro não considerar simplesmente inexistente as teses que daí advêm, mesmo que ainda não comprovadas.

É um mistério. E como todo mistério, desperta muita curiosidade. Muitos viajam em teses mirabolantes, as quais muito prejudicam os investigadores sinceros e honestos. Mesmo quando os “viajantes” são sinceros e honestos também. Agrega-se a isso que, movidos por uma imensa “boa fé”, alguns tentaram evienciar através de fraudes pretensamente “bem intencionadas” que as informações não comprovadas têm suficientes indícios.

Na maioria das vezes não têm. Mas para quem vê em Sitchin um pesquisador sincero e honesto, como eu, a pretensa mitologia suméria é uma descrição de eventos nada fantasiosos. Ora, o córtex cerebral (o já velhinho “Dragões do Éden”, de Carl Sagan, é uma ótima leitura) ultrapassa em muito as potencialidades do Complexo R, ou Complexo Reptiliano. Esse cérebro organizado com potenciais inimagináveis num ser recentíssimo não parece nada condizente com a teoria da evolução. Até porque, apesar de alguma divergência, muitos têem que o ser humano não sabe utilizar bem o seu próprio cérebro.

Já pararam para pensar sobre a imensa tempestade de pensamentos que nos envolve a cada segundo do estado de vigília? As técnicas orientais (ou não) para o esvaziamento da mente continuam sendo ensinadas e quase nunca adiantam muita coisa, ao menos para o homem ocidental. É como um cavalo chucro que, a despeito de tentarmos manter sob rédeas firmes, pula para todo lado sem se importar se a estrada continua à frente ou do lado.

Então me vem a ideia de que, talvez (e apenas talvez), a mente humana seja algo em funcionamento precário, mal ajustado, mesmo nos melhores exemplos de genialidade. Quando lhe dizem que alguém é um gênio, digamos, em física ou matemática, o que lhe vem à imaginação? Certamente alguém com aspecto insandecido, cabelos desgrenhados, pouco atento à indumentária, que só se preocupa com sua lousa, prancheta ou computador. Claro que é apenas um estereótipo. Mas não terá sido à toa que assim pensamos.

É como se o indivíduo, para conseguir extrair mais de seu cérebro, tivesse que adentrar meandros que não domina em suas sinapses neuroniais.

Se for assim, tanto mais se firma a tese de que nosso cérebro advém de avanços não conquistados evolutivamente. Mas nosso DNA difere de um macaco em percentual muito baixo. A despeito de algumas variantes, o percentual costuma ser apontado como inferior a 3% ou 2%. Então as alterações necessárias para a construção de um cérebro avançado ocupa não muitas linhas do código de programação genético. Ao contrário do que possa parecer isso é condizente com a tese de manipulação genética. Afinal, alterar um ser com diferenças abissais em relação ao código-parâmetro seria, muito provavelmente, muito inviável.

Se há grande semelhança entre o homem e o símio, necessariamente haverá entre o símio e o código-parâmetro. Ora, se o código-parâmetro era o dos próprios Anunnakis, então chegamos a uma óbvia constatação: há muita similitude na formação dos seres, mesmo em plantetas distintos e períodos evolutivos extremamente distantes.

É impressão minha ou isso traz à consideração a panspermia? Como podemos imaginar que os Anunnakis sejam tão geneticamente parecidos com os símios terrestres? A aparência física depende de mínima expressão do código genético, de modo que isso não importa em nenhuma conclusão sobre a tipologia física, ou fenótipo.

Fico então com uma dúvida (uma?). Teria viabilidade a tese de que há alienígenas que se assemelham a répteis? Se houve algo como a panspermia, nada impede que nos outros orbes seres análogos as nossos répteis tenham existido ou existam. Também não é impossível que esses répteis tenham evoluído para a inteligência e consciência contínua. Não é impossível mas é improvável. Se fosse assim, por que então na Terra houve o desenvolvimento das aves e mamíferos, bem acima do estado evolutivo dos répteis? No mesmo passo, em Nibiru, é lícito assim imaginar, deve ter ocorrido também o desenvolvimento de répteis, aves e mamíferos, tal como muito depois ocorreu na Terra. Se não, como haveria tanta similaridade nas codificações genéticas? Por que num planteta os répteis se desenvolveriam até a consciência completa e noutros não? Há quem afirme que há alienígenas insectóides, sugerindo que teriam se desenvolvido a partir de algo como insetos. Não parece provável.

Enfim, não me parece plausível a tão defendida (arduamente) tese de que há extraterrestres com aparência de répteis. Mas não estou querendo ser iconoclasta. Apenas exponho meu ponto de vista.