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quinta-feira, 30 de abril de 2015

RAZÃO e TRANSCENDÊNCIA

Aspecto bastante interessante sobre a diferença entre a Luz e as Trevas pode ser apreciado com base em informações passadas pelo padre Fortea, exorcista da Espanha. Em poucas tintas, diz o sacerdote que a Razão é inerente à evolução da alma, sem embargo do que é a capacidade de transcender a Razão que demarca os seres vocacionados à iluminação.
De fato, seres trevosos frequentemente ostentam grandes galardões de intelectualidade, com exposição minuciosa de teses assentadas em raciocínios plenos de razão. Contudo – e é a Física que nos oferta os melhores exemplos – não basta a razão para compreender a forma como o Universo se apresenta.
A razão pode levar a alma a grandes elucubrações no âmbito da física newtoniana, verdadeira tabuada em que impera a rigidez aritmética. Mas ninguém se habilita a conhecer, ainda que apenas sob mera divulgação científica, algo da mecânica quântica aplicando o mesmo raciocínio cartesiano. A Física Quântica não se dobra a nenhum padrão de lógica que o ser humano consegue apreender. Tampouco a Relatividade. No macro e no microcosmo as coisas simplesmente não acontecem como “deveriam”, sob o ponto de vista cartesiano.
Ora, foi a transcendência que permitiu a almas como Bohr e toda a escola de Copenhague a identificar os fenômenos muito estranhos da mecânica quântica. Bohr disse que qualquer pessoa que leia sobre a física quântica e não se tome de absoluta confusão e estranheza não terá entendido nada do que leu. Einstein, por sua vez, entendeu o que até hoje tentamos, debalde, compreender.
Isso tudo na seara da Física. Sem a transcendência da razão, não teríamos as conquistas científicas que só funcionam porque a quântica e a relatividade provaram ser como são, estranhíssimas.
Se adentrarmos à esfera da filosofia, teologia, psicologia, antropologia etc, mais clara ainda a necessidade de transcender a razão.
Pois então.
Ocorre que a transcendência implica numa percepção anímica que só ocorre diante de valores que corriqueiramente chamamos de amor, desprendimento, desapego, porquanto são valores que trazem leveza à alma. Leveza, sutileza, elevação.
Os trevosos, não cultivando tais valores, não ganham os tesouros que advêm da humildade. Numa palavra, ao invés da humildade engendram em si o seu oposto, a soberba. Postura densa, pesada, que leva o ser a buscar ocultar suas fragilidades sob um manto de arrogância.

Tal arrogância não permite senão a fria Razão. Sem transcendência. O ser se toma, mais e mais, prisioneiro de um círculo vicioso de autoafirmação, soberba, irritabilidade, intolerância.

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