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sexta-feira, 13 de maio de 2011

TERMINOLOGIA ESOTÉRICA


Iniciaremos uma sequência de estudos sobre a terminologia empregada nos estudos do Ocultismo.


1.      PRÓLOGO - Há miríades de conceitos esotéricos referenciados pelos mais variados termos conforme a escola ocultista, a época, a região etc. Conquanto seja isso certamente comum e normal, causa toda sorte de confusões entre os estudantes.
1.1.   Blavatsky, por exemplo, máxime em sua magnífica obra “A Doutrina Secreta”, busca o tempo todo dar ao leitor a melhor noção possível sobre as expressões sânscritas tão comuns em suas dissertações. Paralelamente, o esoterismo ocidental sedimentou termos que permanecem no discurso contemporâneo com a mesma freqüência da Idade Média.
1.2.   Max Heindel, ao seu turno (Fraternidade Rosacruz), também propõe terminologia própria como se vê do monumental “Conceito Rosacruz do Cosmos”.
1.3.   Pois bem. Sem quaisquer pretensões propomo-nos a alguns apontamentos, que, espero, prosseguirão posteriormente, sobre o que há de comum entre os termos mais encontradiços nos textos ocultistas em geral. Não buscamos nada além de uma singela contribuição. Todos os desacertos que forem identificados pelo leitor podem (e devem) ser indicados para a correção e aperfeiçoamento que só a colaboração dos estudantes permite.
2.      VEÍCULOS DE MANIFESTAÇÃO DA CONSCIÊNCIA - Consoante o ensinamento comum nas correntes ocultistas, a consciência tem vários veículos de manifestação. Basicamente, temos o corpo físico, o duplo etérico, o corpo astral e o corpo mental. Na verdade, há pelo menos mais três veículos indicados na literatura esotérica, mas sobre eles quase nada existe nos ensinamentos.
2.1.   CORPO FÍSICO – é o veículo material, fisiológico, composto de substância ponderável. Por ser composto de matéria densa é denominado também litossoma.
2.2.   DUPLO ETÉRICO – é comumente designado como a ligação entre o corpo espiritual e o corpo físico. Na Índia é conhecido como Prânamâyakosha e, na Alemanha, Doppelganger. No âmbito da Projeciologia/Conscienciologia (Waldo Vieira) é designado Holochacra.
2.2.1.      Seja qual for o termo, o duplo etérico é uma estrutura sempre e sempre vinculada ao Prana – o Princípio Vital, a Energia Vital, a Força Vital. O duplo etérico é um veículo estrutural que se destina a absorver o Prana através dos chacras e, consoante determinado processo, transferir para o corpo físico.
2.2.2.      O duplo etérico não é um veículo autônomo de manifestação da consciência. Extinto o corpo físico, o duplo etérico perdura por mais algum tempo, mas, enquanto ainda existente, não pode servir de veículo para manifestação dos impulsos que advêm do corpo mental.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Jesus --- por Gerald Massey

O JESUS HISTÓRICO E CRISTO MÍTICO - UMA PALESTRA.POR GERALD MASSEY.

[Traduzido por: L. M. N., Brasil; 2009]

O Messias mítico sempre foi nascido de uma Mãe Virgem - um fator desconhecido nos fenômenos naturais, e que não pode ser histórico, um fator que somente pode ser  explicado pelos meios dos Mitos, e daquelas condições da sociologia primitiva que é espelhada na mitologia e preservada na teologia. A mãe virgem tinha sido representada no Egito pela Rainha donzela, Mut-emua, a futura mãe de Amenhept III, cerca de 16 séculos A.C., e personificava a eterna virgem que produziu a criança eterna. 
Quatro cenas consecutivas reproduzidas no meu livro são encontradas retratadas nas paredes internas do Santo dos Santos no templo de Luxor, que foi construído por Amenhept III, um faraó da 17ª. dinastia. A primeira cena à esquerda mostra o deus Taht, o Mercúrio Lunar, O Anunciador dos Deuses, no ato de saudar a Rainha Virgem, e anunciar a ela que ela daria a luz a um filho. Na próxima cena o deus Kneph sendo o espírito pelo nome em egípcio. Os efeitos naturais estão aparentes na forma rechonchuda da virgem. 
Na próxima a mãe está sentada no banco da parteira, e a criança recémnascida é erguida nas mãos de um dos enfermeiros(as). A quarta cena é aquela da adoração. Aqui a criança está no trono, recebendo homenagem dos deuses e presentes dos homens. Atrás da deidade Kneph, à direita, três
espíritos - os Três Magos, ou os Reis da Lenda, estão ajoelhados e oferecendo presentes com sua mão direita, e vida com a esquerda. A criança então anunciada, encarnada, nascida, e adorada, era a representação faraônica do Sol Aten no Egito, o deus Adon da Síria, e o Adonai hebreu; o Cristo-criança do culto a Aten; a concepção miraculosa da eterna virgem mãe, personificada por Mut-em-ua, como mãe do "único", e representante da mãe divina do jovem Deus-Sol.
[...]
O nascimento de Cristo é astronômico. A data do nascimento é determinada pela lua cheia da Páscoa. Isto pode ocorrer somente a cada 19 anos, como nós ilustramos pela Epacta ou Número Dourado do Livro do Orador. Entenda-me! Jesus, o Cristo, pode apenas ter um aniversário, ou
ressurreição, a cada 19 anos, de acordo com o ciclo metónico, porque seus pais são o sol e a lua; e eles aperecem na mais antiga conhecida representação do Homem na Cruz! Isso prova a natureza astronômica e não humana do nascimento em si só, que é idêntico aquele da lua cheia da Páscoa no Egito.
[...]
O Evangelho segundo João traz uma tradição diferente dos Sinópticos e invalida a história humana de ambos. Os Sinópticos dizem que Jesus foi crucificada no dia 15 do mês Nisan. João afirma que foi no dia 14 do mês. Essa rachadura séria atravessa toda a fundação! Como história humana
isso não pode ser explicado. Mas há uma explicação possível, que, se aceita, prova o Mythos. A crucificação (ou o cruzamento) foi, e ainda é, determinado pela lua cheia da Páscoa. Isto, na contagem lunar, seria no dia 14 em um mês de 28 dias; no mês solar de 30 dias isso seria contado para ocorrer no 15 dia do mês. Ambos, unidos, e a rachadura se fecha ao provar a Crucificação tendo sido astronômica, assim como era no Egito, onde as duas datas podem ser identificadas.
[...]
A religião cristã não foi fundada sobre um homem, mas sobre uma divindade; isto é, um personagem mítico. Muito longe de ser derivado do homem modelo, o típico Cristo era feito de características de vários deuses, depois de uma moda algo como aqueles “modelos pictóricos” retratados pelo Sr. Galton, nos quais traços de diversas pessoas são fotografados e fundidos
num retrato de uma dúzia de diferentes pessoas, combinadas em uma que não era ninguém. E tão rápido como o Cristo composto cai aos pedaços, cada característica é reclamada, cada caráter é reunido pelo seu proprietário original, como que pela força da gravidade.
Não é que eu negue a divindade de Jesus o Cristo; Eu a asseguro! Ele nunca foi, e nunca poderia ter sido, outra coisa que uma divindade; isto é, um personagem não humano, e inteiramente mítico, que tinha sido a divindade
pagã de vários mitos pagãos, que tinha sido pagão durante milhares de anos
antes de nossa Era.
[...]
O Messias mítico era Hórus no mito osiriano; Har-Khuti no de Sut-
Typhonian; Khunsu no de Amen-Ra; Iu no culto de Atum-Ra; e o Cristo dos
Evangelhos é um amálgama de todos esses personagens.
O Cristo é o Bom Pastor!
Assim também era Hórus.
Cristo é o Cordeiro de Deus!
Assim também era Hórus.
Cristo é o Pão da Vida!
Assim também era Hórus.
Cristo é a Verdade e a Vida!
Assim também era Hórus.
Cristo é o Portador do Leque!
Assim também era Hórus.
Cristo é o Senhor!
Assim também era Hórus.
[...]
Wilkinson, o egiptólogo, disse na verdade de Osíris na terra: - Alguns podem estar dispostos a pensar que os egípcios, estando cientes da promessa do salvador real, anteciparam esse evento, de forma como se ele já houvesse acontecido, e introduziram esse mistério no seu sistema religioso!" Isto é o que os obstétaras chamam de falsa apresentação; um nascimento em que os pés vem primeiro. Nos é contado pelos escritores nas catacumbas, e a iconografia cristã, que esta figura é Osíris, como um tipo de Cristo. Este é Pã, Apolo, Aristeus, como um tipo de Cristo. Este é Harpocrates, como um tipo de Cristo. Este é Mercúrio, mas como um tipo de Cristo; De tanto escutar os fatos revertidos, pervertidos e falsificados, faz alguém sentir como num pesadelo
que tem durado dezoito séculos, sabendo que a Verdade tem sido enterrada viva e feita muda todo esse tempo; e acreditar que ela tem apenas de ganhar voz e se fazer ouvida para terminar as mentiras de uma vez por todas, e descer a cortina do esquecimento sobre o drama da desilusão mais digno de pena já testemunhado no palco humano.
[...]
A religião cristã é responsável por entronar a cruz da morte no céu, com uma deidade nela, fazendo penitência pública por uma falta privada no começo da criação. Ela ensinou os homens a acreditarem que o espírito mais vil deve ser lavado branco, no sangue sofrido do mais puro, oferecido como agrado a um deus vingador. Ela divinizou a figura de um humano indefeso sofrendo, e a face de dor comovente; como se não houvesse nada além de um grande dor no coração no núcleo de todas as coisas; ou que o vasto Infinito não fosse mais que uma tristeza velada e de olhar triste que torna visível para nascer nas misérias da vida humana. Mas "no antigo mundo pagão os homens deidificavam o belo, o feliz;" assim como eles irão novamente, sobre um pedestal mais alto, quando a fábula desta ficção da queda do homem, e falsa redenção pelo deus gerado das nuvens, tiver passado como um fantasma da noite, e os homens despertarem para aprender que eles estão aqui para fazer uma guerra incessante contra o sofrimento sórdido, dores evitáveis e remediadas erroneamente; aqui para por fim a elas, não para apoteosizar uma efígie da Tristeza para ser adorada como um tipo do Eterno. Porque o mais beneficente é o mais bonito; o mais feliz é o mais saudável; o mais divino é mais alegre. O culto cristão tem fanaticamente lutado por sua falsa teoria, e trava guerra incessante contra a Natureza e Evolução - intenção da Natureza feita de alguma forma visível - e contra alguns dos mais nobres instintos durante dezoito séculos. Mares de sangue humano foram derramados para manter a barca de Pedro flutuando. Terra tem sido roída com os túmulos dos mártires do Pensamento Livre. Céu tem sido preenchido com um horror de grande escuridão em nome de Deus.
[...]

sábado, 7 de maio de 2011

A Queda - Visão de Rudolf Steiner

Obra "A Ciência Oculta" - Rudolf Steiner.

A atuação que os seres espirituais estacionados no estado lunar exerciam sobre o homem teve para este uma dupla conseqüência. Sua consciência foi, com isso, despida do caráter de simples espelho do Universo, pois no corpo astral humano foi estimulada a possibilidade de regular e dominar as imagens da consciência. O homem se tornou senhor de seu conhecimento. Por outro lado, o ponto de partida dessa soberania era justamente o corpo astral; e o eu, que lhe era superior, veio a ficar sob sua contínua dependência. Assim o homem ficou, para todo o futuro, exposto à incessante influência de um elemento inferior em sua natureza. Ele pôde, em sua vida, descer a um nível inferior àquele em que os seres terrilunares o haviam colocado, dentro do suceder universal. E para as épocas posteriores subsistiu, sobre sua natureza, a incessante influência dos caracterizados seres lunares irregularmente evoluídos. Pode-se chamar esses seres lunares - ao contrário dos outros que, atuando da Lua terrenal, formavam a consciência como espelho do Universo mas não concediam qualquer livre-arbítrio - de espíritos luciféricos. Estes ofereceram ao homem a possibilidade de desenvolver em sua consciência uma atividade livre, mas com isso também a possibilidade do erro, do mal.

A conseqüência desses processos foi que o homem estabeleceu, com os espíritos solares, uma relação diferente daquela que lhe fora destinada pelos espíritos terrilunares. Estes queriam desenvolver o espelho de sua consciência de tal forma que, em toda a vida anímica humana, a influência dos espíritos solares fosse o elemento predominante. Esses processos foram entrecortados, tendo-se criado no ser humano o contraste entre a in-fluência do Espírito Solar e a influência dos espíritos com evolução lunar irregular. Em decorrência desse contraste, surgiu no homem também a impossibilidade de reconhecer as influências solares físicas como tais; estas permaneceram, para ele, ocultas atrás das impressões terrestres do mundo exterior. O elemento astral do homem, repleto dessas impressões, foi atraído para a esfera do eu. Esse eu, que de outra forma só havia notado a centelha de fogo acendida nele pelos Espíritos da Forma, e em tudo o que concernia ao fogo exterior submetera-se aos mandamentos desses seres, passou desde então a atuar, também graças ao elemento infundido nele próprio, sobre os fenômenos calóricos exte-riores. Com isso estabeleceu um laço de atração entre ele e o fogo terrestre, inserindo assim o homem na materialidade terrestre mais profundamente do que lhe fora predestinado. Enquanto anteriormente o homem possuía um corpo físico cujas partes prin-cipais eram constituídas de fogo, ar e água, e ao qual se acrescentara algo como uma silhueta de substância terrestre, agora o corpo composto de terra tornou-se mais denso.
[...]
Pelo fato de o homem se expor a influências do mundo extenor, conforme suas próprias representações mentais sujeitas a erros, e por viver segundo apetites e paixões que ele não deixou regular pelas influências espirituais superiores, surgiu a possibilidade de doenças. No entanto, um efeito especial da influência luciférica foi que de então em diante o homem já não podia sentir sua vida terrestre individual como continuação da existência incorpórea. A partir daí ele recebia impressões terrestres que podiam ser vivencíadas por meio do elemento astral infundido e se ligavam às forças que destruíam o corpo físico. O homem sentia isso como a extinção de sua vida terrestre. E assim surgiu a ‘morte’, causada pela própria natureza humana. Com isso tocamos num significativo mistério da natureza do homem: a relação do corpo astral humano com as enfermidades e a morte.
Para o corpo vital humano surgiram, então, circunstâncias especiais. Ele foi integrado numa tal relação entre os corpos físico e astral que, em certo sentido, viu-se subtraído às faculdades das quais o homem se havia apropriado pela influência luciférica. Uma parte desse corpo vital permaneceu de tal maneira fora do corpo físico que agora podia ser dominada pelas entidades superiores, e não pelo eu humano. Essas entidades superiores eram aquelas que, quando da separação do Sol, abandonaram a Terra para, sob a direção de uma das mais elevadas entre elas, assumir outro domicílio. Se a referida parte do corpo vital tivesse permanecido unida ao corpo astral, o homem teria colocado a seu próprio serviço as forças supra-sensíveis que anteriormente lhe pertenciam — teria estendido a influência luciférica a essas forças. Com isso se teria afastado gradualmente dos seres solares, e seu eu se teria tornado um eu puramente terrestre. Necessariamente ocorreria que, depois da morte do corpo físico (ou seja, já durante sua decadência), esse eu terrestre teria habitado outro corpo físico, o corpo de um descendente, sem passar por uma ligação com entidades espirituais superiores num estado incorpóreo. O homem teria assim chegado à consciência de seu eu, mas apenas como um ‘eu terrestre’. Isso foi evitado graças àquele processo com o corpo vital, provocado pelos seres terrilunares. Com isso o eu individual propriamente dito foi tão separado do simples eu terrestre que, durante sua vida terrena, na verdade o homem só se sentia parcialmente como um eu individual, ao mesmo tempo sentindo como seu eu terrestre era uma continuação do eu terrestre de seus antepassados através de gerações. A alma sentia, na vida terrena, uma espécie de ‘eu grupal’ estendido até os antepassados remotos, e o homem tinha a sensação de ser membro do grupo. Somente no estado incorpóreo o eu individual podia sentir-se como ser individual. Porém o estado dessa individuação era prejudicado pelo fato de o eu continuar sujeito à recordação da consciência terrestre (eu terrestre). Isso obscurecia a visão do mundo espiritual, que entre a morte e o nascimento começava como que a cobrir-se com um véu, tal qual em relação à visão física na Terra.

A Queda - Visão da "Grande Fraternidade Branca"

Livro: "PLANETA TERRA: SUA ORIGEM, SUA HISTORIA, SEU DESTINO"

A QUEDA DO HOMEM
Foi durante a chegada da Quarta Raça Raiz, que um conselho cósmico se reuniu e suadecisão mudou drasticamente o curso de todas as evoluções da humanidade da Terra.-Esse conselho, assistido pela Hierarquia Espiritual da Terra, foi chamado para decidir oque fazer com bilhões de fluxos de vida que viviam em outra Galáxia. Esses fluxos de vida tinhamum desenvolvimento espiritual insuficiente para ganhar habitação contínua para evolução em seus próprios planetas. Como parte do Plano Divino, o planeta deles deveria passar por uma etapa deInspiração, trazendo-o uma etapa mais perto do Sol.

De acordo com a Lei Cósmica, a grande proximidade com o Sol requer uma aceleração da vibração do planeta e seus habitantes. Os indivíduos se recusaram a prosseguir com o Plano Divino. Eles estavam complacentes em seus pensamentos e sentimentos e atrasados no seu processo natural de evolução. Por essa razão, eles não estavam qualificados a se adiantarem com seu planeta. Os Mestres se referem a esses indivíduos como “retardatários”. Um plano era faze-los passar pelo que chamamos “segunda morte”, a qual termina com a vida do indivíduo, reduzindo seus componentes a uma substancia universal, da qual não há retorno. Foi, então, que a Hierarquia da Terra, num ato de misericórdia, ofereceu a Terra como um Lar Planetário para ajudar os retardatários a completar sua evolução. As condições neste planeta ainda eram perfeitas e harmoniosas mas, comparada com outros planetas, o seu padrão vibratório era ligeiramente mais baixo. Era esperado que os retardatários fossem guiados pela pureza e perfeição dos pensamentos e sentimentos do povo da Terra e, seguindo esse exemplo, eles gradualmente transmutariam o seu karma. Os Sacerdotes Supremos e os Espíritos Guardiães foram informados da chegada dos retardatários; o restante da humanidade não estava a par do evento. Por cem anos, os Sacerdotes Supremos tentaram, através de invocações, estabelecer uma proteção em volta dos fluxos de vida da Terra, para prevenir a sua contaminação pelos retardatários. Qual era a aparência dos retardatários quando eles chegaram á Terra? Presos agora ás mesmas leis que se aplicavam ao restante da humanidade na Terra, eles foram providos com corpos semelhante e, por isso, não eram distinguíveis dos naturais da Terra. O principal defeito dos retardatários era a arrogância, a rebelião, a resistência ao progresso, teimosia e ressentimento com a mudança. Naturalmente, eles trouxeram essas más qualidades com eles. As formas-pensamento impuras dos retardatários se espalharam pela atmosfera da terra como neblina. Foi o começo da névoa que a Bíblia comenta “e uma névoa se levantou e cobriu todo o chão”. ( Gênesis 2:6 ) Com o tempo, o povo da Terra sucumbiu á tentação sutil da curiosidade. Eles se ligaram ás formas-pensamento impuras dos retardatários e começaram a brincar com elas. Esse experimento com o mau uso do livre arbítrio causou o que é conhecido como a “Queda do Homem”. A humanidade começou a dar ouvidos ao “grupo errado”. Independentemente da orientação de Deus, a humanidade escolheu, deliberadamente, experimentar a impureza. Desse modo, a atenção do Homem não mais estava voltada á sua Presença interior, á diretriz da sua atividade de vida. O Homem se tornou cônscio dos sentidos ao invés de Deus e, então, de acordo com a Lei Cósmica, manifestou aquilo para o que sua atenção estava voltada e aquilo que ele mais pensava. Ele, deliberadamente e conscientemente, deu as costas para a Perfeição e para o controle com os quais o Pai o dotou desde o começo. Quando a neblina primeiro apareceu, era como uma pequena nuvem de fumaça. Mais tarde, conforme o tempo foi passando, ela se tornou uma neblina crescente que, gradativamente, isolou a presença visível da Hoste Ascensionada. Com isso, a glória da perfeição das duas primeiras Raças Raízes chegou ao fim. Mais tarde, quando a cultura Atlante floresceu, existiram outras Idades de Ouro, durante os quais o véu entre a Hoste Ascensionada e a humanidade foi parcialmente rasgado; contudo, a perfeição das duas primeiras Idades Douradas foi ímpar e nunca igualada. Os Mestres asseguram que nos é possível rasgar o véu mais uma vez e que o Homem, novamente, será capaz de andar e falar com os Anjos. Os retardatários não vieram para a Terra de uma vez. Ao todo, havia bilhões deles e foram chegando gradativamente.

Karma - obra "Objeto da Teosofia" - A. P. Sinnett

"Cada indivíduo, com cada ato e pensamento diário, está criando bom ou mau Karma e está ao mesmo tempo esgotando nesta vida o Karma produzido pêlos atos e desejos da anterior. Quando vemos pessoas atormentadas por sofrimentos naturais pode-se dizer que esse sofrimento são resultados inevitáveis de causas originadas pelas mesmas num nascimento anterior. Poderá alguém argumentar que pelo fato dessas aflições serem hereditárias nada têm a haver com uma encarnação passada, mas é preciso lembrar que o Ego, o homem real, a individualidade, não tem sua origem espiritual na parentela que o reencarna, mas que é atraído pelas afinidades que seu gênero de vida agrupou na corrente que o leva, quando chega a hora do renascimento, para a morada mais adequada para o desenvolvimento dessas tendências... A doutrina de Karma bem compreendida guia e ajuda àqueles que compreendem sua verdade, elevando e melhorando sua vida; porque não se deve esquecer que não apenas nossos atos, mas também nossos pensamentos atraem com certeza um acúmulo de circunstâncias determinantes no nosso futuro e o que é mais importante, ainda no futuro de nossos semelhantes. Se os pecados por omissão ou cometimento somente interessassem ao Karma do pecado, o fato teria menores conseqüências; porém, como cada pensamento e ato na vida acarreta uma influência correspondente, boa ou má, nos outros membros da família humana, o sentido estrito da justiça, moralidade e generosidade é necessário à felicidade ou progresso futuros. Nenhum arrependimento, por maior que seja, pode apagar os resultados de um crime já cometido ou os efeitos de um mal pensamento. O arrependimento se é sincero deterá o homem, impedindo-o de cometer novamente as mesmas faltas, porém não pode livrá-lo e aos demais dos efeitos já produzidos por aquelas que infalivelmente recairão sobre ele nesta vida ou no próximo renascer".

Karma - E. D. Walker - obra "Reencarnação"

"A doutrina de Karma explica que nós mesmos nos fizemos o que somos por atos anteriores e que formamos nossa eternidade futura com as ações presentes. Não existe outro destino além daquele que nós mesmos determinamos. Não há salvação nem condenação alguma, exceto aquela originada por nós mesmos... Como Karma não oferece nenhum amparo aos gestos culpáveis e requer muito valor, não encontra entre as naturezas débeis tão boa acolhida como as fáceis doutrinas de remissão dos pecados, a intercessão, o perdão e as extremas-unções... No domínio da eterna justiça, a ofensa e o castigo estão unidos inseparavelmente como um único fato porque não existe real diferença entre a ação e sua conseqüência... Karma ou nossos antigos atos são os responsáveis pela nossa volta à vida terrestre. A residência do espírito muda segundo seu Karma que não permite uma larga permanência na mesma condição, uma vez que sempre está se modificando. Enquanto a ação for governada por motivos materiais e egoístas manifestará seus efeitos com renascimentos físicos; somente o homem perfeitamente desinteressado pode livrar-se do peso da vida material; poucos o
conseguiram, mas esta é a meta à qual tende a Humanidade...".

sexta-feira, 6 de maio de 2011

O Espiritismo visto por um Teósofo

Adiante o interessante texto de Arthur E. Powell, na obra "O Corpo Astral" - Capítulo XXII  (Ed. Pensamento). Fala sobre o Espiritismo alinhavando aspectos positivos e negativos. Excelente para meditarmos acerca da massificação da fenomenologia dita "mediúnica".

[...]
Nos dias iniciais da Sociedade Teosófica, H. B. Blavatsky escreveu com grande veemência sobre a questão do espiritismo, dando grande ênfase à incerteza de tudo aquilo e à preponderância das aparências de personalidade sobre personalidades verdadeiras. Pouco se pode duvidar de que essas opiniões estavam largamente coloridas e determinadas pela atitude desfavorável da maioria dos membros da Sociedade Teosófica quanto ao espiritismo como um todo.
[...]

Nítido o caráter honesto e imparcial desta observação.

[...]
Leadbeater faz sentir que os espíritas e teosofistas têm terreno importante em comum, como, por exemplo: (1) que a vida depois da morte é real, vívida, uma certeza sempre presente; e (2) que o progresso eterno e a felicidade definitiva, para cada qual, bons e maus que sejam, é também uma certeza. Esses dois itens são de tão tremenda e suprema importância, constituindo, como constituem, tão imenso avanço sobre a posição ortodoxa comum, que parece lamentável que os espíritas e teósofos não possam unir as mãos sobre esses amplos pontos e concordar, pelo tempo presente, em diferir quanto a pontos menores, até que o mundo pelo menos se converta a essa porção da verdade. Em tal trabalho há amplo espaço para os dois corpos de investigadores da verdade.
[...]

Seria realmente muito interessante essa união.

[...]

Devemos dizer, para credito do espiritismo, que ele alcançou o propósito, convertendo muitas pessoas, que tinham crença que em nada se fixava, para uma crença, uma fé firme em algum tipo de vida futura. Isso, como dissemos no último capítulo, é indubitavelmente um magnífico, resultado, embora haja os que acreditam que foi obtido a um grande custo.
Não há dúvida de que há perigo no espiritismo para as naturezas emocionais, nervosas e facilmente influenciáveis, e é sensato não levar as investigações longe demais, por motivos que a esta altura já devem ser óbvias para o estudante. Não há porém maneira mais pronta para romper a descrença em tudo quanto não pertença ao plano físico do que tentar uns poucos experimentos, e talvez valha a pena correr alguns riscos, ao efetuá-los.
Leadbeater honestamente afirma que, a despeito da fraude e decepção que indubitavelmente têm ocorrido em alguns casos, há grandes verdades dentro do espiritismo, verdades que podem ser descobertas por quem quer que deseje devotar o tempo requerido e também a paciência necessária às suas investigações. Há naturalmente uma literatura crescente sobre o assunto.
Além disso, bom trabalho, similar ao que é feito pelos Auxiliares Invisíveis ( ver capítulo XXVIII), foi feito às vezes através de um médium ou de alguém presente às sessões. Assim, embora o espiritismo tenha, com demasiada freqüência, detido almas que, a não ser por isso, teriam conseguido mais rápida liberação, também tem fornecido os meios de evasão para outras, abrindo assim o caminho do progresso para elas. Houve casos em que pessoas mortas puderam aparecer, sem a assistência de um médium, aos seus parentes e amigos e explicar-lhes o que desejavam. Mas tais casos são raros, e na maioria as almas ligadas à terra podem aliviar suas ansiedades apenas através dos serviços de um médium, ou de um “Auxiliar Invisível”consciente.
[...]



Uma das objeções mais sérias à pratica geral do espiritismo é a de que, no homem comum, depois da morte, a consciência vai-se erguendo com firmeza da parte inferior da natureza para a parte mais alta: o ego, conforme repetidamente dissemos, está sempre retraindo-se dos mundos inferiores. Obviamente, portanto, não pode ser de auxílio para a sua evolução ter a sua parte inferior despertada da inconsciência natural e desejável para a qual está passando e arrastada de volta ao contato com a terra, a fim de se comunicar através de um médium.
Assim, é uma bondade cruel o trazer de novo para a esfera terrestre alguém cujo manas inferior ainda anseia pelas satisfações Kâmicas, ou desejos, porque isso retarda sua evolução e interrompe o que devia seu um progresso bem ordenado. O período em Kamaloka é assim alongado, o corpo astral é alimentado e seu domínio sobre o ego é mantido. Com isso a libertação da alma é retardada, “a Andorinha imortal sendo ainda mantida pelo visco da terra”.

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Uma entidade astral desesperada pode apoderar-se de um sensitivo e obcecá-lo, ou pode mesmo segui-lo até sua casa e apoderar-se de sua esposa ou filha. Houve muitos desses casos, e habitualmente é quase impossível alguém livrar-se de tão obsessora entidade.
Já vimos que o desgosto apaixonado e os desejos dos amigos da terra tendem a induzir as entidades falecidas a descerem novamente para a esfera da terra, causando assim agudo sofrimento aos mortos, bem como interferindo no curso normal da evolução.
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