Aviso

USE O LINK ACIMA PARA CONTATO SOBRE EVENTUAIS ENFRENTAMENTOS DE FASES NEGATIVAS, TROCA DE EXPERIÊNCIAS, BUSCA DE REEQUILÍBRIO.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Natal... Oração e Ação!


Muitas vezes as coisas da vida parecem meros simulacros de idéias boas porém inatingíveis... Conceitos áureos de benevolência, indulgência e perdão perdem-se em meio ao egoísmo com que a grande maioria se embala diante dos fatos comuns do dia-a-dia. Isso quando não se tornam apenas uma mal dissimulada vestimenta para a vaidade dos que se acham “bonzinhos” e legitimados às bênçãos do céu.

A auto-corrupção com que tantos se deitam no divã das vítimas chega a patamares patológicos. Para muitos não há como vencer o inimigo que se situa em sua própria alma... Sentem-se as eternas vítimas dos infortúnios que, em grande parte, são por si mesmos forjados no destino.

Falta coragem... Aliás, duas possibilidades existem para todo e qualquer ser humano:

  1. Ou se apega à fé religiosa e transcende os obstáculos sob a força da confiança plena na ordem absoluta do Cosmos,
  2. Ou chama para si a responsabilidade de enfrentar as dificuldades e combater com todas as suas forças, seja qual for o estado em que as coisas se acham a cada momento.

Fora dessas opções o ser encontra apenas a degradação de si mesmo, definhando sob a centrípeta covardia que o deforma em direção a seu próprio ego...

  1. A prece sincera é um instrumento verdadeiramente sagrado de elevação da alma. 
  2. O bom combate aproxima o homem do senso de dever, muito acima do mero livre-arbítrio.


Portanto:

  • Todo aquele que buscar o socorro das Luzes do Céu (1)
  • enquanto luta com destemor pela realização de seus deveres (2),
  • atingirá a ascensão e o desapego dos valores comezinhos da vil realidade que a maioria insiste em cultivar.


BOM NATAL... PRÓSPERO 2013...



sábado, 22 de dezembro de 2012

Oitava Esfera... novamente...

A Oitava Esfera já foi abordada neste espaço e, por óbvio, não se chegou  a conclusões concretas, até porque não há muitas informações disponíveis fora dos círculos fechados de certas irmandades esotéricas. Se é que há muito mais acerca desse tema...

Mas, enfim, há algo mais que se colhe das miríades de textos que resvalam no assunto. Há várias interpretações sobre o fenômeno Queda, como já visto. Ao que parece, uma versão curiosa existe sobre a Oitava Esfera.

Após a integração plena na individualidade absoluta, com a encarnação no plano físico sob o inexcedível rigor das restrições materiais, o evolucionário passou a agregar aprendizado ao gigantesco concerto de impulsos lapidados durante a vida animal. O império dos instintos passou a ceder lugar ao conhecimento, à cognição, à capacidade de aprender.

O homem comeu do fruto do conhecimento.

Duas grandes vertentes vêm convivendo desde então. Os Filhos da Água, devocionais, emotivos, cheios de fé e livremente submissos à orientação dos credos religiosos, e os Filhos do Fogo, orgulhosos, racionais, cheios de convicção e donos de suas decisões. Os Filhos do Fogo desde sempre aram a terra e constroem os meios de sua sobrevivência; os Filhos da Água mantêm a humanidade vinculada aos valores magnos da alma, edificando as obras sociais e de socorro em geral. Sem os Filhos do Fogo não haveria o que os Filhos da Água pudessem usar no auxílio aos necessitados.

Segundo a Lenda Maçônica, na construção do Templo de Salomão tentou-se a reunião dos descendentes de Caim e dos filhos de Seth. Mas o "crime" de Caim fez com que os filhos de Seth, traiçoeiramente, tentassem apagar, com sua Água, o Fogo usado por Hiram na construção do Templo. É mais um símbolo de que a humanidade ainda não estava pronta para unificar o livre-arbítrio com o senso de dever.

Em meio a essa mitologia (ou misticismo) toda, há quem defenda que há mesmo um líder no comando dos seres excessivamente orgulhosos de sua livre escolha... Seria uma minoria de evolucionários que se desviaram do aprendizado que cabia aos Filhos do Fogo, mais uns tantos Filhos da Água que se deixaram seduzir pela vaidade extrema de um clero onipotente. Uma minoria muito perniciosa... Uma minoria muito perigosa... Uma minoria sem quaisquer preocupações cosmoéticas... A liderança dessa minoria, segundo se diz, cabe a uma personalidade extremamente carismática e capaz de conduzir seus "escolhidos".

O nome desse líder varia muito e está presente em todas as culturas da antiguidade. Não vamos sequer tentar listar exemplos.

O que importa é que essa minoria acha-se sob extrema organização hierárquica, no pior estilo militar (uma gestapo, uma SS), sob regime de eficácia plena e tolerância zero entre seus membros. Não são nem um pouco piedosos para com os que lhes cause algum transtorno. 

Essa minoria pretende se estabelecer na Oitava Esfera como "legítimos donos" de uma via paralela de evolução, na qual não haveria (em tese) nenhuma influência da Ordem Universal do Cosmos. Estaria aí a autêntica base do simbolismo de um certo Lúcifer? O que explicaria a extrema maldade dos rebeldes é a necessidade de adensamento total de seu corpo espiritual até o ponto de ser atraído pela Oitava Esfera, cujas características se foram estabelecendo sob um padrão de materialidade ainda maior do que o da Terra. Vibração espiritual em padrões densos do corpo espiritual significa, na prática, emoções extremas daquilo que aprendemos a chamar de "maldade" (ou seja, o império absoluto dos instintos sob a direção amoral da racionalidade).



         



segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Tarefa de Consolação

A tarefa de consolação, muitas vezes, é abordada como uma missão menor quando comparada à tarefa de esclarecimento. Não parece ser assim quando meditamos sobre a situação da humanidade. Um ponto que merece destaque é que ocorre um equívoco de avaliação muito comum quando alguém se lança na tarefa de consolação com o coração pleno de expectativas acerca de uma possível modificação do status dos seus semelhantes perante a Vida.

Que espera quem distribui alimentos, roupas, dá abrigo etc? Ajudar o seu semelhante, sem dúvida. Ainda assim é preciso ter consciência de que ninguém pode ser ajudado senão na exata medida em que deseje ser ajudado. 

Os fenômenos humanos desdobram-se nos planos físico, astral e mental. Tomemos a fome como exemplo. A falta de nutrientes no organismo físico deflagra o impulso fome e o ser é compelido ao comportamento de buscar alimento. Nem sempre o homem consegue o que comer, por maior que seja sua fome, de modo que a frustração do impulso gera toda sorte de efeitos, não só fisiológicos como psicológicos.

Nesse ponto, ao receber o alimento por força de uma ação social, poderá vibrar seu Espírito em diferentes níveis de espiritualização.

Se ficar no nível físico, receberá o alimento e o devorará, liberando suas reações no patamar mais básico e instintivo. Poderá pensar no que vai fazer depois, cogitando de um delito ou da realização de algum serviço em troca de mais alimento, ou mesmo de algum dinheiro. O primeiro estará recebendo apenas alimento físico; o segundo receberá o alimento e algum estímulo a uma conduta cosmoética adequada.

Se o indivíduo ajudado sentir-se agradecido às pessoas que lhe dão de comer, esse estado de alma poderá propiciar a absorção do alimento e dos fluidos ambientes, comungando da egrégora, comumente mais aprazível, dos que estão em realização. Alimentará o seu físico e o seu duplo etérico.

Se o individuo ajudado erguer o seu pensamento em direção aos valores que aprendeu a chamar de sagrados, ou simplesmente de bons, com ou sem religiosidade, enfim se orar, meditar, se fizer uma prece sincera, não apenas o seu duplo etérico estará em comunhão com a egrégora circundante mas o próprio psicossoma entrará em sintonia. O alimento da alma será até mesmo mais relevante do que o alimento físico.

Se o indivíduo ajudado verdadeiramente sentir-se parte do Cosmos e se reconhecer como uma centelha de vida recebendo o que lhe cabe naquele momento de acordo com o perfeito enredamento de causa e efeito do Universo, estará alimentando o seu corpo mental, elevando-se pela diminuição do personalismo do plano das formas em benefício da espiral ascendente que o leva à Paz e à Serenidade.

Como se vê, a tarefa de consolação deve ser sempre e sempre desempenhada, porquanto não sabemos quem estará recebendo e todos se beneficiarão. Mas saibamos que não devemos ter quaisquer expectativas, pois quem recebe ajuda, como em tudo o mais no Cosmos, só a recebe na exata medida de seu mérito.