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sábado, 22 de maio de 2010

Repouso Absoluto

Segundo a Doutrina Espírita o Universo é eterno enquanto objeto do Verbo Divino. Sem embargo, Kardec expressa uma idéia também presente em outras correntes espiritualistas: o repouso absoluto antes da primeira criação.


"Existindo, por sua natureza, desde toda a eternidade, Deus criou desde toda eternidade e não poderia ser de outro modo, visto que, por mais longínqua que seja a época a que recuemos, pela imaginação, os supostos limites da criação, haverá sempre, além desse limite, uma eternidade – ponderai bem esta idéia -, uma eternidade durante a qual as divinas hipóstases, as volições infinitas teriam permanecido sepultadas em muda letargia inativa e infecunda, uma eternidade de morte aparente para o Pai eterno que dá vida aos seres; de mutismo indiferente para o Verbo que os governa; de esterilidade fria e egoísta para o Espírito de amor e vivificação." - (A Gênese)


Essa idéia de repouso absoluto anterior à primeira criação não contradiz a perenidade do Universo na medida em que o repouso absoluto é do Verbo, ao qual se põe o espaço no aguardo da vivificação.


"Compreendamos melhor a grandeza da ação divina e a sua perpetuidade sob a mão do Ser absoluto! Deus é o Sol dos seres, é a Luz do mundo. Ora, a aparição do Sol dá nascimento instantâneo a ondas de luz que se vão espalhando por todos os lados, na extensão. Do mesmo modo, o Universo, nascido do Eterno, remonta aos períodos inimagináveis do infinito de duração, ao Fiat lux! do início." - (A Gênese)


Afinal, o Espiritismo não se afasta tanto assim de outras linhas espiritualistas (creio que nem seria mesmo o caso). Os orientais chamam pralaya a esse período de repouso (de Trevas).


PRALAYA – O período em que o Cosmos jaz na Eternidade antes do despertar da Energia ainda em repouso – antes da emanação do Verbo. Durante o Pralaya, dorme o Pensamento Divino.


Na Cabala (tradição ocultista judaica) o infinito é chamado Ein Sof. Está no ápice da árvore da vida, a partir do qual as 10 emanações da divindade exsurgiram... São as 10 sefirot... Ein Sof é, assim, o todo universal antes da primeira criação...



Se bem compreendemos a relação, ou, antes, a oposição entre a eternidade e o tempo, se nos familiarizamos com a idéia de que o tempo não é mais do que uma medida relativa da sucessão das coisas transitórias, ao passo que a eternidade é essencialmente una, imóvel e permanente, insuscetível de qualquer medida, do ponto de vista da duração, compreenderemos que para ela não há começo, nem fim. Doutro lado, se fazemos idéia exata - embora, necessariamente, muito fraca - da infinidade do poder divino, compreenderemos como é possível que o Universo haja existido sempre e sempre exista. Desde que Deus existiu, suas perfeições eternas falaram. Antes que houvessem nascido os tempos, a eternidade incomensurável recebeu a palavra divina e fecundou o espaço, eterno quanto ela.
(A Gênese)



É signficativo que Kardec assevera que DESDE QUE DEUS EXISTIU (ou seja, sempre e sempre = eternidade) A ETERNIDADE RECEBEU A PALAVRA E FECUNDOU O ESPAÇO, ETERNO QUANTO ELA.


Podemos fazer um exercício de hermenêutica e concluir que o Universo foi criado no tempo em um instante determinado. Mas filosoficamente o que Kardec afirma é que tinha que haver o espaço (ou dê-se o nome que quiser a algo que vai ser vivificado, fecundado)  para ser preenchido pela palavra (Verbo, vontade) de Deus.

Chico Xavier, uma pequena homenagem.

Chico Xavier é uma daquelas pessoas sempre um pouco acima das críticas e muito, muito acima dos elogios que recebeu.


Sua Vida foi de entrega, dedicação, abnegação, muito trabalho e desapego... Personificou a bondade e a misericórdia, a temperança, a benevolência, a tolerância. Fez de toda uma encarnação o labor constante pelo semelhante...


Não creio que seria de exigir-se tivesse ele também, além das asas conquistadas, a coroa do conhecimento cravejada com os rubis e diamantes a que ele, afinal de contas, nem mesmo dava muita atenção...


Do cume da montanha, enquanto muitos vergaram-se ao peso de uma imensa tiara de diamantinos conhecimentos, Chico simplesmente bateu suas asas e continuou sua ascensão... Retornou à Pátria em que os valores são outros... 


Chico, em sua simplicidade, manteve a suave devoção pelos santos do credo católico... Não se preocupou ele em segregar os valores que, de uma forma ou de outra, estavam sedimentados em sua vida... Erro? Por que seria um erro? Eu mesmo, por ser avesso à religiosidade reputando-a desnecessária, sei bem que o calo dói menos quando, invocando nossa infância espiritual, buscamos o colo aconchegante da consolação...


Chico é assim, a imagem de um homem cujos valores magnos a alma vibrou em prol dos necessitados, dos que tinham fome da alma e do corpo... Tanto quanto um discípulo de Krishna, um frade franciscano, um pastor evangélico, um muçulmano, um budista ou um ateu, merece todo o nosso Amor e Carinho por sua Obra.


Brindemos ao Chico, a Ghandi, a Madre Tereza etc etc etc


A mediunidade, particularmente a psicografia, tornou-se um instrumento de consolação e também de esclarecimento nas mãos de Chico...


É o quanto basta...

Livre-Arbítrio X Determinismo


Sabe aqueles globos de arame, cheios de bolinhas numeradas? Servem para realizar sorteio de números. Ninguém duvida que o resultado é aleatório. Sim, é aleatório. Mas isso não quer dizer que é um fenômeno essencialmente impossível de previsão. O homem hoje, seja por si, seja através de equipamentos, não pode prever exatamente qual bolinha vai sair após iniciado o movimento do globo; no entanto, no exato momento em que venha a ter como conhecer TODAS (todas mesmo --- inerciais, dinâmicas, ambientes etc etc etc) as variáveis envolvidas e analisá-las plenamente e com suficiente velocidade de processamento dos dados, poderá saber exatamente qual a bolinha que vai sair tão-logo iniciado o movimento.

Alguém duvida que, ao menos do ponto de vista matemático ("Matemática", o idioma de Deus), isso é verdade? Então podemos dizer sim "tudo decorre exatamente do que deveria decorrer" --- Maktub!

A criança de 3 anos numa sala com doces vai usar de seu livre-arbítrio para comer e todos nós podemos "prever" isso. A divindade ("Deus" é um conceito que mais confunde do que esclarece) sabe sempre o antes, o durante e o depois... Mas nós não...

Se você assistir à noite a um jogo de futebol ocorrido à tarde e gravado por seu amigo, vai poder torcer à vontade pelo resultado que deseje... O resultado não mudará e o seu amigo o conhecerá (até vai se divertir muito vendo sua torcida)... Mas para você o jogo é imprevisível.

Livre-Arbítrio e Determinismo... Duas faces de uma mesma moeda.

Curiosamente, não é senão o livre-arbítrio que permite cogitar se ele existe ou não...

"Livre-arbítrio" é um daqueles conceitos compostos, aglutinando em si vários outros. É o vetor-resultante de um sistema de valores que abrange, dentre outros aspectos, a capacidade de raciocinar. A intuição é um raciocínio-síntese que só é possível para quem, antes da síntese, percorreu reiteradamente a análise; tendo compreendido a análise em profundidade, passa a colher os seus resultados em situações análogas sem necessidade de percorrer, passo a passo, os entes intermediários que levam à conclusão.

O aprendizado passa a compor o ser. Depois que você aprende a dirigir, não fica raciocinando analiticamente tudo o que faz para bem conduzir o veículo. Mas primeiro teve que aprender de modo analítico... Nunca ouvi falar de alguém que entre pela primeira vez em um carro e, por intuição, saiba exatamente o que fazer.

O repositório universal do pensamento de Deus só é acessível para quem, passo a passo, vai se habilitando a dele mais colher. Esse é o grande mérito individual.

Buscar a síntese sem ter assimilado a análise é o mesmo que buscar a Luz mantendo-se nas Trevas...

Deus criou o mal?

O conceito em si de Mal é relativo. Uma circunstância muitas vezes pode aparentar ser um mal, quando, na verdade, se conhecidos fossem a causa, o objetivo e o resultado definitivo, seria tida como um bem.

a experiência no Mal leva ao Bem --- circunstâncias tidas como males levam a um bem. Mesmo no que se refere à livres opções do ser há fatos e circunstâncias de aprendizado pela experiência. Muitos são os aspectos da vida em que o aprendizado não se opera senão à conta do treinamento inafastável e o respectivo esforço e dedicação.

Muito do que é tido como mal é uma fase do desenvolvimento do ser. O que outrora era um bem, torna-se um mal, conforme o ser deixa a animalidade e adentra à noção de si conforme o seu grau de adiantamento.

Veja-se que Kardec identifica a causa de prevalecer no homem primitivo, conforme ganha mais responsabilidade por seu adiantamento, uma tendência ao mal.

Mas o homem é comumente mais sensível ao mal que ao bem; este lhe parece natural, ao passo que aquele mais o afeta. Nem por outra razão se explica, nos cultos primitivos, as cerimônias sempre mais numerosas em honra ao poder maléfico: o temor suplanta o reconhecimento.
(O Céu e o Inferno – fl. 117)

Nesse contexto, como tudo o mais, Deus criou o que NÓS chamamos "Mal"...

Preces



--- Ajuda-me, Pai
Sempre que a mão trêmula denunciar-me o medo
E os olhos queimarem sob o pranto mal contido,
É em Ti, meu Pai, que sempre buscarei conforto!
Ajuda-me, Pai, a vencer a sedução da ira...
Ajuda-me, Pai, a prantear sem entregar-me ao desespero...
Ajuda-me, Pai, a pressentir a Providência em meu socorro...
Ajuda-me, Pai, a não fraquejar mais que este choro de dor...
Ajuda-me, Pai, a ter-me em rediviva certeza de vitória...
Ajuda-me, Pai, porque necessito de Tua Misericórdia!
Ofereço-Te, Pai, minha confiança mesmo chorando...
Ofereço-Te, Pai, minha candura a abafar toda revolta...
Ofereço-Te, Pai, o meu desejo de vencer por Tua Glória...
Ofereço-Te, Pai, minha pequenez que se agiganta no Teu colo...


--- Rangem os Dentes
Pai Eterno! Tem piedade dos aflitos!
O monturo é grande e a sujeira impera,
Em meio à dor, o joio fere o trigo,
Mesmo com o Amor, o justo se desespera!
Rangem os dentes, irmãos matam irmãos,
É de fumaça e fogo a penumbra do nevoeiro!
Com tantos dementes, os sãos negam-se sãos,
E buscam socorro na ilusão do dinheiro...
Meu Deus! Volto meus olhos à Sua Glória!
Livra-nos, Pai, da sanha da escória,
Da malta insana que se compraz ao monturo,
Que teme a Luz e se embrenha no escuro...
Suplico, Deus meu, pelo Amor que liberta,
Pelo Verso Perfeito em linhas incertas,
Pela Poesia que alivia e só traz alegria:
Meu Senhor, meu Jesus, que à Luz me conduz!


--- Súplica por amparo
Senhor Deus de infinita paz, bondade e misericórdia!
Neste momento erguemos nosso pensamento até Vós!
Permiti, Pai eterno, a presença dos anjos de luz!
Dos mensageiros que atuam em nome de Jesus de Nazaré!
Permiti, Senhor, que nos venham trazer a orientação do Alto!
É no exercício de nosso livre-arbítrio que assim o pedimos, Pai!
Deus amoroso! Não retireis pedra alguma de nosso caminho,
Mas dai-nos amparo para que vençamos todos os obstáculos!
Senhor Deus de Infinita Paz e Misericórdia,
Seja de minha vida a Luz e o Caminho,
Não retire uma só pedra de minha senda
Mas esteja, Pai, comigo em cada passo...
Peço, Senhor meu Deus, que me ajude nas escolhas,
Que me alivie o fardo do livre arbítrio, tão perigoso,
Que me permita ver, muito mais que enxergar,
Saber, muito mais do que conhecer,
Ouvir, muito mais do que escutar,
Vivenciar, muito mais do que experimentar,
Amparar, muito mais do que ajudar...
Senhor Deus de infinita Bondade e Misericórdia,
Ampara-me, Pai, para que eu aprenda a Amar...

Reencarnação...

Miríades de elucubrações podem ser feitas sobre o tema "reencarnação". Podemos buscar fundamentos filosóficos, científicos, teleológicos, religiosos, antropológicos etc etc etc. Mas, como costumo dizer, há idéias ou conceitos que nos batem no interior com foros de verdade, independentemente dos fundamentos que possam ser invocados.

Com a reencarnação, penso eu, é assim.

Ou o sujeito naturalmente a aceita, tendo-a como algo óbvio, ou jamais conseguirá convencer-se plenamente, sejam quais forem os argumentos.

De minha parte, quando penso numa criança nascida em Biafra, minguando em pele e ossos com a face coberta por larvas de moscas, definhando lentamente no colo de um espectro semimorto com o olhar perdido em meio a abutres pacientes, percebo que só é aceitável a existência de Deus se houver a reencarnação e tudo o mais que desse conceito decorre, máxime a idéia de "karma" e "dharma".

De mim para comigo não há dúvida possível: só concebo Deus se houver a reencarnação. Caso não haja, não creio na soberania de um Criador Universal; prefiro mesmo renegá-lo e manter-me dele o mais distante possível.

Sim porque a criança etíope fadada à agonia não será um anjo só porque teve a "sorte" de nascer sob o sadismo de alguma divindade psicótica; tampouco a criança nascida em berço de cetim, herdeira de algum trono de nobreza, poderia ser torturada pela vida apenas porque teve o "azar" de nascer sob a fartura do ouro.

Bastam-me tais cogitações.

A reencarnação existe, é racional e é "conditio sine qua non" para a Justiça Divina.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Maria

Hoje é dia de Maria... Espírito de sublime elevação na capacidade de AMAR, Maria foi quem recebeu a missão de acolher o Mestre em seu ventre. Só mesmo um ser com a mais completa abnegação, paz e serenidade poderia manter em gestação no corpo físico o elevado teor vibratório do Espírito de Jesus.

Não importam quaisquer considerações religiosas.

Maria é Mãe de todas as mães... É a Ternura, a Serenidade, a Misericórdia. Recebe muitas designações. De minha humilde parte, rendo a mais sincera homenagem a esse Ser de Luz que vem amparando a humanidade em sua árdua jornada de ascensão.

Maria! Rogai por nós!

domingo, 9 de maio de 2010

Dia das Mães

Mãe...

Que significa ser mãe...?

Abnegação de si, doação, defesa incondicional dos filhos, noites mal dormidas, preocupação constante...

Certamente isso e muito mais...

Ser mãe é o olvido absoluto de tudo em prol de um único objetivo. É como uma obsessão, enfim. Daí podermos dizer que até mesmo um homem pode ser a “mãe” de um objetivo que eleja para a dedicação somente devida ante o vínculo inexcedível da filiação.

Mas mãe, mãe mesmo, aquela que abraça seus filhos e deles cuida contra tudo e contra todos se preciso for, essa mãe só as almas essencialmente femininas podem ser. Porque as almas femininas são as mais fortes que Deus se permite criar. E Deus só é Deus porque, sendo o Pai Eterno, fez-se carne pela graça sublime que só o Amor Absoluto de uma Santa Mãe permitiria. Quem, senão uma mãe, poderia receber a Luz Pura do Amor Perfeito no barro assim sublimado?

Neste dia das mães, desejo que todas as almas femininas do Universo, estejam no corpo que estiverem, recebam a humilde mas sincera homenagem de um homem cujas limitações não permitem senão escrever umas poucas palavras que, na escuridão da masculinidade, mal ensaiam um fulgor de embaçado brilho, tímido e pequeno, ante a Luz Sublime que pretende acarinhar.

Desejo que todas as Mães tenham em si neste dia, mais do que nunca, o brilho do Amor mais próximo da Divindade que o ser humano pode conceber.

E por ser pai, quero também homenagear a mãe abençoada que Deus, em sua infinita Bondade e Misericórdia, concedeu ser a alma feminina que me trouxe o tesouro abençoado de meus filhos.

A todas as mães e à minha amada esposa Paula, ofereço minha pequenez altiva do mais sincero Amor e Carinho!

Marco Aurélio

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=82188

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Gaia está doente...

Se imaginarmos o Planeta como o organismo vivo a que tantos chamam “Gaia”, será fácil entendermos que o “homo sapiens” bem pode ser tido à conta de um perigosíssimo germe patológico. De fato, destruímos o sistema circulatório despejando-lhe toda sorte de toxinas, criamos um enfisema com os danos causados nas estruturas de trocas gasosas, corroemos os tecidos de sustentação com necroses atômicas, e, o mais grave de tudo, desequilibramos de tal forma o seu sistema térmico que a febre aumenta geometricamente a cada década.

Gaia sofre terrivelmente nos últimos tempos. Não porque esteja condenada à morte, mas porque é como a mãe que procura sublimar o sofrimento de uma gestação de altíssimo risco. Sofre tanto agora que o Médico dos Médicos talvez cogite de salvar a mãe mesmo que a gestação se perca. Quem poderia criticá-Lo?

Gaia é como o corpo celeste do próprio Cristo Planetário. É uma célula que compõe o todo universal do Criador e que transporta em si mesma as sementes, quais esporos, da Divina Criação. Seres pequenos, confusos, extremamente ignorantes das Leis Divinas, e, infelizmente, ainda muito perigosos. Gaia é a mãe amantíssima que busca suportar, até não mais poder, os filhos carcinogênicos que traz no ventre.

Os tempos são chegados.

Ou revertemos a Vida em respeito a Gaia, ou a Vida nos lançará ao monturo em que com mais propriedade devem estar os germes de toda ordem. Não importa em que cada um de nós acredite. Não importam de quais as religiões sejamos profitentes. Não tem nenhuma relevância se cremos ou não em Deus. Seremos expungidos dessa abençoada mãe-Terra e lançados ao sabor do que tenhamos feito de nós mesmos. Quem de nós deitaria fezes senão na fossa de detritos?

O joio será separado do trigo.

O filtro já nos ventila com o sopro da Justiça Divina. Não há mais o que esperar. Não aguardem carruagens de fogo vindas do céu, não procurem por estrelas migrando no firmamento, pelo luminar da noite em tons de rubor, nem pela besta subindo dos abismos. As carruagens de fogo cruzam os ares com ogivas destrutivas, as estrelas migram com olhos buscando fraquezas nos semelhantes, o vermelho do sangue nos campos de batalha cobre-se com a luz do sol e da lua, e a besta, esta não está subindo dos abismos pois já habita conosco.

A escuridão existe para que saibamos que a Luz é-lhe o precedente que foi afastado.

Deixemos os preconceitos de lado. Procuremos ser Bons. Não importa se seguimos o Cristo, Alá, o Buda, a Ciência ou se apenas queremos evoluir. Não importa. Não importa. Só mesmo importa que apliquemos a Regra de Ouro: Amar. Ame o seu semelhante como se seu pequenino filho fosse.

O que é "Vida"?

É muito comum vermos pessoas admitirem facilmente que o homem é um animal. A idéia de que somos aparentados com os símios em geral não causa maiores transtornos em quase ninquém hoje em dia. Claro que a religião em geral prefere não discutir esse tema, deixando-o de lado, como se fosse uma "dessas coisas de que a ciência deve se ocupar"...

Mesmo dentre os espiritualistas há uma grave divergência sobre a origem evolutiva do homem. Muitos são os que rechaçam a tese de que o espírito (hoje) humano já esteve em corpos animais, mesmo aqueles bem menos identificáveis como nossos "ancestrais".

Sempre devemos ter em mente que há uma fundamental distinção a se fazer.

Quando se diz que o homem descende de formas animais mais simples, advindo de formas vegetais e até minerais, ninguém está tentando convencê-lo de que a sua consciência já esteve em uma samambaia ou em um granito.

Os detratores costumam dizer "tem gente que pensa que já fomos pedras".

A importante distinção que desde logo deve ser feita concerne ao conceito de INDIVIDUALIDADE.

O princípio vital que anima uma pteridófita, por exemplo, não tem individualidade. O princípio que anima um ser mais complexo que nossa avenca porém ainda bem distante da forma humana, digamos um colibri, tampouco tem individualidade.

Alguém imagina um cágado atendendo pelo nome? Reconhecendo o seu dono? Pulando em seu casco de pura alegria toda vez que recebe o dono em casa?

Não... Mas um cachorro faz isso, não é mesmo?

Então o cão tem invidualidade? Não... não plena pelo menos. Mas, ainda assim, muito maior do que uma lagartixa.

Há um conceito muito interessante denominado "espíritos-grupo" que pretendo abordar em outro tópico, futuramente. Neste momento direi apenas que a individualidade plena, a livre e plena consciência de si próprio, é o atributo evolutivo que caracteriza o ser como apto a atingir o pensamento contínuo, a contínua consciência.

O princípio evolui, evolui, evos e evos, eons e eons... Paulatinamente adquire pequenas porções de incremento. Vai se tornando individual.

Então, senhores, o homem não foi uma pedra. Mas foi parte de um princípio vital sem individualidade que, um dia, esteve no concerto das forças de atração e repulsão em que estagiam os fenômenos minerais.

O que é, então, "vida"?

O princípio não é dito "vital" à toa...

O Universo inteiro é vivo.

Sofrimento...

O sofrimento, desde sempre, vem sendo vivenciado, observado, experienciado, enfim, vem compondo a Vida de todos ao menos em alguns momentos da jornada terrestre.

Já pensou como toda a existência parece vergar-se em dor em cada episódio da grande aventura de existir?

Os minerais bailam no ritmo próprio de seus limites, lentamente, por séculos, milênios, aperfeiçoando-se continuamente. Sabemos dos eventos telúricos, do magma vulcânico, do manto móvel no leito dos aceanos, nas fendas que se trituram à dança das placas tectônicas.

Os vegetais exibem sua força por décadas, imóveis porém ativos no concerto das múltiplas relações dos ecossistemas que compõem. Suportam hóspedes de todos os quilates, devorando-lhe folhas e frutos. Imiscuem-se nas sujidades do solo buscando o fluido abençoado da Vida.

Os animais lançam-se com sua grande capacidade de sobrevivência nos embates constantes com que o meio ambiente testa-lhes a capacidade de adaptação, numa constante batalha em que se arriscam todo o tempo, depredando e sendo depredados.

E nós, seres humanos, cá estamos em meio ao combate com que nos afinemos. Existem guerreiros empunhando armas, lavradores empunhando alfanjes, operários empunhando ferramentas, intelectuais empunhando livros, e mais toda sorte de evolucionários na seara de seu burilamento interior. Todos, sem exceção, travam a luta de sua Vida, cada qual com seus combates e, ao mesmo tempo, comungando da lide que a todos toca. De fato, quem não enfrenta a mentira, a inveja, o despeito, a aleivosia, quando não a maldade direta, a ofensa, a calúnia, a agressão moral ou física?

Quem passa pela Terra sem que, em algum momento, tenha diante de si a dor, o medo, a ansiedade, a desolação?

O sofrimento, seja dos minerais, seja dos homens, parece mesmo a tônica do aperfeiçoamento nesta dimensão da Vida.

Mas não sejamos pessimistas.

Sempre e sempre a dor é a mola propulsora de fenômenos inimagináveis. Tenhamos ou não noção disso, acreditemos ou não, pouco importa, a dor sempre nos embala para cima. Por mais irônico que pareça, simplesmente é assim.

Há um enunciado espiritualista muito sábio: a dor é inevitável, mas o sofrimento não. Cada milímetro conquistado na compreensão das coisas da Vida, levar-nos-á a uma absorção menos dolorosa das lições que essa Vida impõe.

O diamante é formado por imensa pressão.

As pérolas se formam por constante irritação.

As tempestades renovam a atmosfera.

A dor nos faz mais tolerantes, mais benevolentes, mais indulgentes, mais capacitados ao perdão.

As revoluções geológicas amoldam as gemas belíssimas e perfeitas dos cristais preciosos.

As seivas e haustos vegetais sustentam a vida de milhares de seres e cobrem o orbe com o manto sagrado das cores com que a primavera perfuma a Vida.

Os instintos burilados nos irmãozinhos sem plena razão bailam no homem com o encanto do cão amigo enquanto uma compreensão maior não impede a rapina dos recursos de criadouros.

Tenhamos confiança. Deus está em cada detalhe da Vida. Procuremo-Lo antes de tudo e tudo o mais nos virá.

Não tenhamos vergonha de chorar de vez em quando. A mais diamantina Alma que há habitou um corpo humano certa vez disse "Pai, afasta de mim esse cálice".

A Fé

Costumam apontar os valores religiosos como os que se assentam na fé dos profitentes desta ou daquela religião... Nada mais ilusório... As religiões estão longe de ser o fundamento mais importante da fé que uma pessoa possa ter. Na verdade, é comum vermos referências às "crises de fé" que os sacerdotes exibem vez por outra. Mas... você já viu algum entusiasta da ciência perder-se em questões existenciais por força dos conceitos que essa ciência prega?

Não...

Sim, uma coisa está, sim, estreitamente vinculada à outra. Vejamos.

Os conceitos que a ciência tem por sedimentados e provados, no mais das vezes, repousam em fundamentos complexos que a grande maioria das pessoas não pode compreender. Até mesmo com a física newtoniana, lecionada nos cursos secundários, há vários conceitos que, em essência, a maioria dos alunos não abarca. Experimente questionar um desses estudantes sobre o que seja, em última análise, a inércia. Provavelmente ele saberá mostrar gráficos, fazer cálculos, desenhar pesos etc. No entanto, quando tentar descrever essencialmente o que seja a inércia, faltar-lhe-ão palavras e analogias... Agora imagine que tenhamos em mente aspectos da física mais complexa, seja no macrocosmo com a Relatividade, seja no microcosmo com a Mecânica Quântica.

Quantos de nós pode, de fato, compreender os fenômenos descritos nos livros de divulgação científica sobre a Relatividade ou sobre a Física Quântica?

Mas vou mais além: quantos cientistas devem entender essencialmente o que compunha o pensamento de Einstein ou de Niels Bohr? Será que todos os físicos entendem o pensamento desses gênios?

Não creio...

Aliás, aí está a grande palavra: crer. Quando um cientista, digamos, discorre sobre a dualidade matéria-onda, citando Heinsenberg etc, costumamos arquear as sobrancelhas. Alguns até comentam coisas como "já li sobre isso". Mas, a bem da verdade, deglutimos a informação sem qualquer mastigação. Sabem por que? Porque não temos dentes para mastigar esse tipo de comida. Então simplesmente acreditamos no que nos é mostrado, por mais "maluca" que a idéia pareça.

Um feixe de elétrons comporta-se como uma onda ou como partículas, dependendo da medição feita. Segundo alguns, dependendo pura e simplesmente de haver ou não uma medição sendo feita... Claro que isso não explica nada em nossa mente, mas acreditamos. Afinal, é a Física Quântica!

Ainda mais curioso é que os divulgadores da ciência dizem que isso está provado porque, se não fosse assim, coisas como o microondas ou as células fotoelétricas não funcionariam...

Nossa! Nada mais evidente... Francamente, isso não facilita nada a compreensão da coisa!

Mas acreditamos... Cremos... Temos fé...

Tenhamos certeza: a religião perde de goleada para a ciência quando o assunto é fé...

domingo, 2 de maio de 2010

A Senda

O controle das emoções é a grande Obra que o Ente Humano deve buscar no atual estágio. Na verdade, o tempo urge, o homem tarda na consumação de seu aperfeiçoamento mínimo. Navegamos nas águas turbulentas do mundo sensorial, megulhados no plano denso em que glândulas respondem a impulsos vibracionais, transpondo para a matéria o que, em chamas, a alma experimenta.
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Desequilíbrios Emocionais

É impressionante como há pessoas vitimadas por desequilíbrios emocionais nos dias de hoje...
Pensemos...
É muito sabido no meio esotérico que o veículo de manifestação da consciência mais desenvolvido do ser humano deste planeta é o corpo físico, o litossoma. O corpo físico, conquanto ainda ostente elementos vestigiais denunciativos de sua natureza animal (unhas, pelos etc), é estruturalmente muito avançado. Em seguida vem o nosso psicossoma, o corpo emocional. Não atingiu ainda a plena evolução estrutural exatamente porque o ente humano não conquistou ainda sua Vida Interior.
Com efeito, o homem em geral baila ao sabor de evos de instintos automatizados ao mesmo tempo em que experimenta progressiva capacidade de valoração cosmoética de sua própria conduta.
Então, a epinefrina continua inundando o seu sangue apesar dos estímulos serem já mais sofisticados. Não há rubor preparatório da luta ou fuga diante de um predador, mas sim diante de efetivas ou pretensas ofensas que os semelhantes deflagram em suas percepções.
O homem é uma fera mal-domada e ávida por expandir os milênios de agressividade antes imprescindível à sua sobrevivência.
Basta imaginar uma ofensa... Basta conceber um construto meramente mental, uma simples idéia, e todo o ciclo de reação instintiva é acionado. Nesses momentos, mesmo sabedor de que o juízo de valoração está obnubilado, deleita-se prazerosamente no fulgor da agressividade desprovida de perigos... Agride pura e simplesmente... Alguns chegam a sentir prazer, um êxtase covarde de sentir-se poderoso o suficiente para legitimar-se a um contra-ataque que sequer se funda em um fato concreto...
Já notaram quantos crimes são cometidos nas discussões de trânsito?
O carro é forte e deleita o senso de força do homem. Se o instrumento dessa vaidade é agredido, o homem toma para si as rédeas de sua cerebrina desdita e... agride... às vezes mata...
Não é à toa que TODAS as correntes espiritualistas pregam  (suplicam) que o homem deve buscar controlar suas emoções...
É uma questão de prioridade absoluta na senda de quem se pretende apto a conduzir sua própria Vida...