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sábado, 22 de maio de 2010

Livre-Arbítrio X Determinismo


Sabe aqueles globos de arame, cheios de bolinhas numeradas? Servem para realizar sorteio de números. Ninguém duvida que o resultado é aleatório. Sim, é aleatório. Mas isso não quer dizer que é um fenômeno essencialmente impossível de previsão. O homem hoje, seja por si, seja através de equipamentos, não pode prever exatamente qual bolinha vai sair após iniciado o movimento do globo; no entanto, no exato momento em que venha a ter como conhecer TODAS (todas mesmo --- inerciais, dinâmicas, ambientes etc etc etc) as variáveis envolvidas e analisá-las plenamente e com suficiente velocidade de processamento dos dados, poderá saber exatamente qual a bolinha que vai sair tão-logo iniciado o movimento.

Alguém duvida que, ao menos do ponto de vista matemático ("Matemática", o idioma de Deus), isso é verdade? Então podemos dizer sim "tudo decorre exatamente do que deveria decorrer" --- Maktub!

A criança de 3 anos numa sala com doces vai usar de seu livre-arbítrio para comer e todos nós podemos "prever" isso. A divindade ("Deus" é um conceito que mais confunde do que esclarece) sabe sempre o antes, o durante e o depois... Mas nós não...

Se você assistir à noite a um jogo de futebol ocorrido à tarde e gravado por seu amigo, vai poder torcer à vontade pelo resultado que deseje... O resultado não mudará e o seu amigo o conhecerá (até vai se divertir muito vendo sua torcida)... Mas para você o jogo é imprevisível.

Livre-Arbítrio e Determinismo... Duas faces de uma mesma moeda.

Curiosamente, não é senão o livre-arbítrio que permite cogitar se ele existe ou não...

"Livre-arbítrio" é um daqueles conceitos compostos, aglutinando em si vários outros. É o vetor-resultante de um sistema de valores que abrange, dentre outros aspectos, a capacidade de raciocinar. A intuição é um raciocínio-síntese que só é possível para quem, antes da síntese, percorreu reiteradamente a análise; tendo compreendido a análise em profundidade, passa a colher os seus resultados em situações análogas sem necessidade de percorrer, passo a passo, os entes intermediários que levam à conclusão.

O aprendizado passa a compor o ser. Depois que você aprende a dirigir, não fica raciocinando analiticamente tudo o que faz para bem conduzir o veículo. Mas primeiro teve que aprender de modo analítico... Nunca ouvi falar de alguém que entre pela primeira vez em um carro e, por intuição, saiba exatamente o que fazer.

O repositório universal do pensamento de Deus só é acessível para quem, passo a passo, vai se habilitando a dele mais colher. Esse é o grande mérito individual.

Buscar a síntese sem ter assimilado a análise é o mesmo que buscar a Luz mantendo-se nas Trevas...

3 comentários:

  1. Ok, mas não falou nada sobre Livre-Arbítrio e Determinismo.

    Bom, o Livre-arbítrio não existe não é mesmo??

    Acabei de comentar lá no seu post sobre "Deus criou o mal?" que todas as ações protagonizadas pelos Espíritos humanizados, são ações de Deus.

    Como sabemos, pelas questões 132, 265, 266, 267 e 268, o Espírito só exerce o seu livre-arbítrio na escolha das provas, senão vejamos - mais uma vez ilustrando com exemplos.

    O Espírito pediu como prova, que, ao chegar aos seus 30 anos de idade, ficasse paralítico. Para isso, uma vez que ele era são, Deus pode se servir de vários meios ou instrumentos para prover os meios desse Espírito ser provado, quais sejam, um atirador lhe acertar a coluna cervical, ou mesmo sofrer um ataque microbiano, ou ainda, por erro médico durante uma cirurgia, acarretar a paralisia.

    Seja qual for o meio, o Espírito encarnado não goza de livre-arbítrio, porque não pode escolher entre ser são ou estar paralítico. E por outro lado, o bandido que efetua o disparo, também não goza de livre-arbítrio, pois, está também no Livro dos Espíritos que, os Espíritos nesse caso, podem conduzir esse homem para a linha de alvo do franco-atirador. Nesse caso, os Espíritos são instrumentos de Deus, agindo, não segundo suas vontades, mas segundo a Vontade de Deus.

    Onde pois, o livre-arbítrio do atirador de fazer com que aquele homem se tornasse perfeito fisicamente ou paralítico?

    Ou ainda, no caso do erro médico, em que certamente, os Espíritos teriam sugerido ao futuro paralítico fazer a cirugia com um médico que, por vários motivos, iria cometer o erro e deixar o sujeito na cadeira de rodas, onde está o livre-arbítrio?

    Alguém aí agiu com livre-arbítrio? Nem o médico que errou - por incompetência ou negligência -, nem a "vítima", uma vez que o Espírito pediu essa prova antes de reencarnar, e nem tampouco os Espíritos que sugeriram a idéia ao homem, de, num caso ir ao médico-cirugião incompetente, e noutro caso, ficar na linha de mira do franco-atirador, gozaram de livre-arbítrio.

    Lembrando novamente a questão número 1 de O Livro dos Espíritos:

    1- Que é Deus? R: A inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas.

    Donde cabe concluir que, não existe livre-arbítrio para os ser humano, o que levou São Paulo a dizer que "É Deus quem opera em nós o pensar e o fazer".

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  2. Há ai alguns comentários a fazer. Primeiramente, no livro dos espiritos não existe esta informação sobre alguem ser colocado na linha de tiro, isso é inconcebivel, porque espirito nenhum tem como meta praticar o mal ou ferir alguem. Isso sempre acontece por escolha da própria pessoa. Segundo, o livre-arbítrio existe, mas o que ocorre é sempre um entendimento muito ruim deste termo. O livre-arbítrio é a liberdade que a vontade tem de se determinar. Ou seja, é a própria vontade acontecendo....em outras palavras, é determinista!

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    Respostas
    1. Acho sinceramente que não é possível determinar a essência de algo que admitimos estar além de nossa capacidade de compreensão. Poderemos ficar com miríades de jogos de palavras e conceitos, proferir toda uma palestra e, mesmo assim, nada se ampliará quanto à noção de como se conjugam o determinismo da Vontade Divina com o livre arbítrio de cada evolucionário.


      Deus conhece passado-presente-futuro e isso é tudo o que podemos conceber.


      Um homem é livre para decidir o que vai fazer, mas Deus já conhece desde sempre qual será essa decisão.


      É como a questão do tempo-espaço relativístico de Einstein...


      Uma partícula acelerada a uma velocidade bem próxima a da luz deveria cobrir a distância do cíclotron a um tempo certo e determinado pela física clássica. Mas cobre tal distância antes... Ora, o cíclotron não muda o seu tamanho (ao menos é o que imagino), de modo que os físicos dizem que o tempo transcorre mais lentamente para a partícula...


      Não ajuda muito, não é mesmo? Ficamos felizes por "compreender" a Relatividade mas, a rigor, não entendemos coisa alguma.


      Tempo é simplesmente (será?) uma sucessão de eventos transitórios, de modo que é uma autêntica abstração somente cognoscível pela ação humana de efetuar sua medição. Mas é essa abstração que se altera próximo da velocidade da luz...


      Tudo ficaria ainda mais (aparentemente) mirabolante se cogitássemos ainda que de mínimos aspectos da Mecânica Quântica... Conforme tem alguém medindo um elétron é ou não uma partícula...


      Bem nesse ponto lembro-me de uma advertência dos Espíritos que, confesso, eu detesto. "Não tenteis ir além". Por temperamento tenho horror a tal limitação. Mas reconheço que, se não conseguimos entender nem mesmo os fundamentos da Relatividade ou da Mecânica Quântica, como poderíamos entender como se dá a conjunção entre o determinismo da Vontade de Deus com a liberdade de escolha dos evolucionários?


      Não podemos...


      Lamento...


      Mas --- ao menos é o que penso --- tudo no Universo se sustenta no seio do Pensamento do Criador. Tudo é perfeito e harmônico. Mesmo os aparentes absurdos da condição cosmoética humana.


      Se estivermos a uma polegada de distância de um imenso out-door, nada veremos senão manchas coloridas... Se estivermos a uns 30 metros, veremos uma perfeita imagem.


      Um cilindro é um retângulo, quando visto de lado. É um círculo, quando visto de cima. Mente quem assim diz?


      Cada cego descreve o elefante como pode.

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