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sábado, 7 de maio de 2011

A Queda - Visão de Rudolf Steiner

Obra "A Ciência Oculta" - Rudolf Steiner.

A atuação que os seres espirituais estacionados no estado lunar exerciam sobre o homem teve para este uma dupla conseqüência. Sua consciência foi, com isso, despida do caráter de simples espelho do Universo, pois no corpo astral humano foi estimulada a possibilidade de regular e dominar as imagens da consciência. O homem se tornou senhor de seu conhecimento. Por outro lado, o ponto de partida dessa soberania era justamente o corpo astral; e o eu, que lhe era superior, veio a ficar sob sua contínua dependência. Assim o homem ficou, para todo o futuro, exposto à incessante influência de um elemento inferior em sua natureza. Ele pôde, em sua vida, descer a um nível inferior àquele em que os seres terrilunares o haviam colocado, dentro do suceder universal. E para as épocas posteriores subsistiu, sobre sua natureza, a incessante influência dos caracterizados seres lunares irregularmente evoluídos. Pode-se chamar esses seres lunares - ao contrário dos outros que, atuando da Lua terrenal, formavam a consciência como espelho do Universo mas não concediam qualquer livre-arbítrio - de espíritos luciféricos. Estes ofereceram ao homem a possibilidade de desenvolver em sua consciência uma atividade livre, mas com isso também a possibilidade do erro, do mal.

A conseqüência desses processos foi que o homem estabeleceu, com os espíritos solares, uma relação diferente daquela que lhe fora destinada pelos espíritos terrilunares. Estes queriam desenvolver o espelho de sua consciência de tal forma que, em toda a vida anímica humana, a influência dos espíritos solares fosse o elemento predominante. Esses processos foram entrecortados, tendo-se criado no ser humano o contraste entre a in-fluência do Espírito Solar e a influência dos espíritos com evolução lunar irregular. Em decorrência desse contraste, surgiu no homem também a impossibilidade de reconhecer as influências solares físicas como tais; estas permaneceram, para ele, ocultas atrás das impressões terrestres do mundo exterior. O elemento astral do homem, repleto dessas impressões, foi atraído para a esfera do eu. Esse eu, que de outra forma só havia notado a centelha de fogo acendida nele pelos Espíritos da Forma, e em tudo o que concernia ao fogo exterior submetera-se aos mandamentos desses seres, passou desde então a atuar, também graças ao elemento infundido nele próprio, sobre os fenômenos calóricos exte-riores. Com isso estabeleceu um laço de atração entre ele e o fogo terrestre, inserindo assim o homem na materialidade terrestre mais profundamente do que lhe fora predestinado. Enquanto anteriormente o homem possuía um corpo físico cujas partes prin-cipais eram constituídas de fogo, ar e água, e ao qual se acrescentara algo como uma silhueta de substância terrestre, agora o corpo composto de terra tornou-se mais denso.
[...]
Pelo fato de o homem se expor a influências do mundo extenor, conforme suas próprias representações mentais sujeitas a erros, e por viver segundo apetites e paixões que ele não deixou regular pelas influências espirituais superiores, surgiu a possibilidade de doenças. No entanto, um efeito especial da influência luciférica foi que de então em diante o homem já não podia sentir sua vida terrestre individual como continuação da existência incorpórea. A partir daí ele recebia impressões terrestres que podiam ser vivencíadas por meio do elemento astral infundido e se ligavam às forças que destruíam o corpo físico. O homem sentia isso como a extinção de sua vida terrestre. E assim surgiu a ‘morte’, causada pela própria natureza humana. Com isso tocamos num significativo mistério da natureza do homem: a relação do corpo astral humano com as enfermidades e a morte.
Para o corpo vital humano surgiram, então, circunstâncias especiais. Ele foi integrado numa tal relação entre os corpos físico e astral que, em certo sentido, viu-se subtraído às faculdades das quais o homem se havia apropriado pela influência luciférica. Uma parte desse corpo vital permaneceu de tal maneira fora do corpo físico que agora podia ser dominada pelas entidades superiores, e não pelo eu humano. Essas entidades superiores eram aquelas que, quando da separação do Sol, abandonaram a Terra para, sob a direção de uma das mais elevadas entre elas, assumir outro domicílio. Se a referida parte do corpo vital tivesse permanecido unida ao corpo astral, o homem teria colocado a seu próprio serviço as forças supra-sensíveis que anteriormente lhe pertenciam — teria estendido a influência luciférica a essas forças. Com isso se teria afastado gradualmente dos seres solares, e seu eu se teria tornado um eu puramente terrestre. Necessariamente ocorreria que, depois da morte do corpo físico (ou seja, já durante sua decadência), esse eu terrestre teria habitado outro corpo físico, o corpo de um descendente, sem passar por uma ligação com entidades espirituais superiores num estado incorpóreo. O homem teria assim chegado à consciência de seu eu, mas apenas como um ‘eu terrestre’. Isso foi evitado graças àquele processo com o corpo vital, provocado pelos seres terrilunares. Com isso o eu individual propriamente dito foi tão separado do simples eu terrestre que, durante sua vida terrena, na verdade o homem só se sentia parcialmente como um eu individual, ao mesmo tempo sentindo como seu eu terrestre era uma continuação do eu terrestre de seus antepassados através de gerações. A alma sentia, na vida terrena, uma espécie de ‘eu grupal’ estendido até os antepassados remotos, e o homem tinha a sensação de ser membro do grupo. Somente no estado incorpóreo o eu individual podia sentir-se como ser individual. Porém o estado dessa individuação era prejudicado pelo fato de o eu continuar sujeito à recordação da consciência terrestre (eu terrestre). Isso obscurecia a visão do mundo espiritual, que entre a morte e o nascimento começava como que a cobrir-se com um véu, tal qual em relação à visão física na Terra.

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