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domingo, 2 de janeiro de 2011

Perispírito - Função Organizadora - Espiritismo



Muito se discute no meio espírita acerca da existência ou não da função organizadora do corpo espiritual --- o perispírito. Meditemos.
O DNA é uma macromolécula cuja composição foi deslindada na década de 50, portanto há relativamente pouco tempo. Um arranjo de um grupo fosfato, uma ribose e uma base nitrogenada compõem um nucleotídeo. Grosso modo, conforme a base nitrogenada seja esta ou aquela, combina com este ou aquele nucleotídeo, formando sequências codificadas que são replicadas e levam a uma determinada sequencia correta de aminoácidos na construção de proteínas, estrutura da matéria viva.


Ora, o DNA é, em última análise, um software. É o software que define a matriz de formação de um ser vivo.

O software demanda a existência de um programador. Por sua vez, o programador não atua diretamente na matéria física. Os comandos que são definidos na codificação do genoma de um ser passam do "puramente espiritual" para o "material", creio eu, através do "semimaterial", do etérico, do astral (ou seja qual for o nome que se queira usar).


Acho que os Espírtos Superiores não pretenderam subverter a ciência vigente, antecipando em quase um século conceitos que até mesmo os homens mais sofisticados simplesmente não poderiam entender.


Negar a ação organizadora do psicossoma (ou perispírito) é abstrair todo um concerto de descobertas que a Ciência nos trouxe e que simplesmente não existiam na época da Codificação feita por Kardec. Por isso o conceito de modelo organizador biológico não consta expressamente na Codificação, assim como os chakras, o duplo etérico, e uma série de outros conceitos oriundos da tradição espiritualista mas não contemplados nos livros escritos por Kardec.


Aqueles que querem tudo conhecer numa ciência, devem necessariamente ler tudo o que está escrito sobre a matéria, ou, pelo menos, as coisas principais, e não se limitar a um só autor. Devem mesmo ler o pró e o contra, as críticas como também as apologias, iniciar-se nos diferentes sistemas a fim de poder julgar pela comparação. Sob esse aspecto, não preconizamos nem criticamos nenhuma obra, nem queremos influir em nada sobre a opinião que se pode delas formar. Trazendo nossa pedra ao edifício, colocamo-nos nas fileiras: não nos cabe ser juiz e parte, e não temos a pretensão ridícula de sermos os únicos dispensadores da luz; cabe ao leitor apartar o bom do mau, o verdadeiro do falso. ( Livro dos Médiuns, cap III item 35 )      


De minha parte acho que entender a estruturação de um organismo --- principalmente as redes neurais, um estupendo sistema computacional --- sem uma matriz a partir do perispírito seria considerar que o impulso da essência espiritual atua diretamente no meio físico sem instrumentos intermediários... Há toda uma gigantesca fenomenologia que só se explica pela existência e características do perispírito; como a Natureza amoldaria na matéria sem o concurso do veículo intermediário?


Para ser mais exato, é preciso dizer que é o próprio Espirito que modela o seu envoltório e o apropria às suas novas necessidades; aperfeiçoa-o e lhe desenvolve e completa o organismo, à medida que experimenta a necessidade de manifestar novas faculdades; numa palavra, talha-o de acordo com a sua inteligência. Deus lhe fornece os materiais; cabe-lhe a ele empregá-los. É assim que as raças adiantadas têm um organismo ou, se quiserem, um aparelhamento cerebral mais aperfeiçoado do que as raças primitivas: Desse modo igualmente se explica o cunho especial que o caráter do Espirito imprime aos traços da fisionomia e ás linhas do corpo. (A Gênese, Cap XI, item "11").


Obra "Perispírito", de Zalmino Zimmermann (CEAK - Centro Espírita Allan Kardec - Departamento Editorial - Campinas/SP - edição de 2000):


[...] a idéia de um princípio diretor imaterial, a comandar o desenvolvimento da vida, ocupa cada vez mais lugar na Ciência.


A propósito, em Fórum promovido pela Universidade de São Paulo, que refutou o aborto - novembro, 1997 -, a Drª Marlene R. S. Nobre, mostrando que "uma única célula, para funcionar, necessita de 2.000 enzimas específicas", informava: "Os irmãos Igor e Grichka Bogdonov, físicos de renome da atualidade, descobriram com o auxílio de bióogos e o concurso de matemáticos, que a reunião de 1.000 dessas enzimas, de forma ordenada e perfeita, no decorrer de bilhões de anos, representa, na verdade, uma impossibilidade estatística: uma em dez, elevado ao expoente 1.000. E concluíram: 'Não podemos senão constatar a existência de um fenômeno de ordem subjacente que conduz inelutavelmente ao surgimento da vida." (FOLHA ESPÍRITA, São Paulo, dez, 1997, p. 6).

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