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sábado, 29 de junho de 2013

Fé ou Confiança?

A questão da fé é tão antiga quanto a própria humanidade. De fato, a religiosidade acompanha o homem desde sempre e, assim, é lícito deduzir que o homem é sedento de crer em algo transcendente, mesmo nas culturas mais antigas. Aliás, a religião na Antiguidade confunde-se com a própria governança. Como se sabe, o governante era freqüentemente confundido com a divindade cultuada, seja diretamente, seja como seu representante. Mesmo em tempos recentes, o papado ainda é tratado sob o título de “santidade”. 

Infelizmente esse amálgama de humanismo com divindade foi utilizado para fins de dominação das massas, pelo que firmou-se um contexto de autêntico terrorismo, lançando-se a ameaça das chamas do inferno e da perdição eterna para os que ousassem desobedecer os “representantes de Deus” na Terra. 

Da Antinguidade para a Idade Média esse quadro recrudesceu e a Igreja tornou-se a grande senhora feudal, acumulando poderes e riqueza, inclusive obrigando a sucessão de muitos tronos europeus à aprovação do Papa. 

Enfim, o que nos interessa a qui é a triste eficácia desse sistema de credo fundado em “crime e castigo” até os dias atuais. Ainda existem os que praticam o cilício como devoção, convictos de que a carne deve ser punida, sacrificada. 

Mesmo pessoas de bom-senso e com boa cultura não se isentam dessa triste filosofia de dor e amargura. Sempre ficam à espreita de um certo pecado original de cuja salvação resultou a tortura e assassinato do “Filho de Deus”. Esse sentimento, quanto mais sutil mais insidioso é. Sempre as agruras da vida são vistas como castigos, estendendo-se esse tipo de conceituação até mesmo às simples desilusões e desencantos do dia-a-dia. Muitos ainda dobram seus joelhos diante do altar para o exercício emotivo da mendicância espiritual. Outros tantos aventuram-se em doações não suportadas pelo carcomido orçamento, na desesperada tentativa de comprar a bênção de Deus ou aliviar sua consciência. E há, ainda, os que se põem em preces por dias, semanas, suplicando que o destino traga uma determinada dádiva reputada justa e necessária. 

É ainda fruto do terrorismo de crime e castigo o sentimento de dor que advém de uma dádiva não conquistada, ficando o indivíduo sob o auto-julgamento de ser um pecador sem méritos, ou com a revolta contra o Deus exigente que se mostra injusto. 

Os indivíduos sempre sabem o que pedir... Raramente entendem o que recebem. 

Só mesmo quando o homem deixar integralmente essa cultura de “pecado original”, raça espúria, esse ideário de pecadores sob a tentação de um ícone da maldade, é que poderá tomar plena consciência de que é 100% responsável por tudo o que fizer ou deixar de fazer. E as conseqüências que sobre si recaem das relações em que se enovela, são frutos da lei de causa e efeito. 

Troquemos a fé pela confiança. 

Assuma a melhor conduta que possa diante das circunstâncias da vida e confie. 

Como já dito por um certo hebreu que pisou as areias quentes da Palestina, o Pai conhece nossas necessidades. Cuidemos das coisas do céu e tudo o mais virá por acréscimo.

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