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sábado, 7 de setembro de 2013

Ego e Pensamento

Segundo muitas correntes espiritualistas, notadamente do Oriente, a resultante de consciência que demarca o ser sob a noção de si mesmo não desborda do conceito de Ego. Nossa individualidade é tão ilusória quanto ilusório é o próprio Ego --- já falamos disso por aqui algumas vezes.

Emblemática a imagem sugerida por Krishnamurti, referindo-se aos vários macacos em seu natural êxtase e agitação. Impossível (ou praticamente impossível) coordená-los a fim de obter a serena percepção do que compõem inter-dinamicamente sob unidade --- ou seja, a mente sob o seu pensar compulsivo e indômito.

Não obstante, podemos cogitar de alguns aspectos dos porquês dessa nossa natureza de pensar compulsivamente. Ninguém esquece a imagem do mestre oriental transbordando a xícara do discípulo com chá para demonstrar-lhe que é necessário, primeiro, esvaziar sua mente.

Por que nossa vida mental é de constante agitação? Por que "sofremos" dessa compulsão em pensar, inclusive sobre o que nos seja o próprio "pensar"?

Sem trocadilhos, pensemos...

É da tradição esotérica que o evolucionário ultrapassa evos inteiros de aperfeiçoamento de suas potencialidades. Os minerais condicionam atração e repulsão enquanto que macromoléculas passam a codificar efeitos bioquímicos num contexto bem mais amplo de resultantes, por assim dizer, vitais.

Não vamos reentrar nessas cogitações, mais uma vez. Mas aceitemos que o evolucionário tem, em sua condição atual como ser humano um corpo físico bastante sofisticado. Tanto mais se distancie do adensamento material e os veículos de manifestação de sua consciência, para cada milímetro de eterização em que avança, perde em completitude do domínio dos potenciais, assim, progressivamente ainda latentes.

O duplo etérico, ou holochacra, que faz a interface entre o litossoma (ou corpo físico) e o psicossoma (corpo astral, ou espiritual, ou perispírito, de essência semimaterial, isto é, etérico), parte de um veículo ultimado em seu aperfeiçoamento para os fins a que se destina, ligando-o a um veículo que, sendo bem mais sutil, não atingiu ainda o mesmo grau de elaboração no que concerte às suas próprias potencialidades.

Os rosacruzes (linha de Heindel) dizem que o corpo emocional (o psicossoma) não tem o mesmo nível de desenvolvimento do corpo físico.

Menos desenvolvido ainda, o mentalsoma, ou corpo mental, situa-se em parâmetros vibratórios mais sutis que o próprio psicossoma. No linguajar do esoterismo ocidental, o corpo mental está, por assim dizer, nos planos etéricos mais elevados, naquilo que muitos chamam plano mental.

Cotejando-se o nível de burilamento do corpo físico com o corpo astral e com o corpo mental, a distância entre o primeiro e o último é muito maior do que a distância entre o astral e o físico.

Ocorre que todos os fenômenos mentais têm sua origem no veículo de manifestação da consciência estruturado (melhor dizendo, em processo de estruturação) como corpo mental, no plano mental, sob o grau de sutileza enormemente distante da densidade do astral e astronomicamente distante do plano que aprendemos a chamar de material.

Uma barra de ferro, bem o sabemos, é tudo, menos um amontoado de partículas semelhantes a bolinhas de bilhar sólidas. Na verdade, a quantidade de espaço materialmente vazio nessa barra de ferro é assustadoramente grande. Bem de se ver que o campo astral em que a matéria física se estrutura nessa barra de ferro é ainda muito mais composta de "espaço vazio". O campo mental em que o campo astral se alicerça em seus elementos de constituição praticamente é uma quimera, sob o parâmetro dito "material".

Einstein concebeu o espaço como uma grandeza física que nada (mas nada mesmo) tem a ver com o que concebemos vulgarmente como "nada". O espaço, enquanto espaço, é alguma coisa.

Pois bem.

Considerando que o corpo mental dos seres humanos ainda está em fase meramente gestativa quando comparado com o corpo astral, quase nada sendo quando comparado com o corpo físico, não é difícil entender que o fenômeno essencial que dele advém, ou seja, o pensamento, seja um fenômeno não passível de sumissão ou controle pelos veículos inferiores àquele do qual se origina.

É que o corpo mental, mesmo rudimentar, já é suficientemente complexo para deitar nos planos inferiores (astral e físico) os harmônicos ressonantes que nesses planos podem ser veiculados, tudo no contexto da integração que vincula desde a matéria física até os planos inimagináveis do Pensamento do próprio Criador.

Os instintos foram adquiridos pelo ser humano. Suas emoções acham-se em fase de lapidação já bastante elevada. Já os fenômenos mentais... 

É mesmo de se maravilhar. 

Vivemos com nosso imenso acervo de instintos (os impulsos), aprendendo a lidar com nossa riquíssima vida emocional. Basta-nos o limitadíssimo nível mental até aqui conquistado para que estejamos a meditar sobre tudo isso.

Seria de se esperar que tivéssemos, já agora, o controle de nossos pensamentos?

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