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terça-feira, 22 de junho de 2010

Sobre a "pureza" da Doutrina Espírita

Não adianta... Sempre que alguém com senso universalista, cosmopolita, ecumênico, tenta interpretar os ensinamentos constantes das obras da codificação espírita, surgem sempre os fundamentalistas empunhando cimitarras ideológicas para a Jihad contra os infiéis.

Ainda mais curioso, no meio espírita existem mais universalistas do que fundamentalistas, como, de resto, sempre ocorre na cultura humana em geral. Os radicais, os literais, os restritivistas da inteligência dos ensinos são como crianças extremamente peraltas numa piscina. Mesmo que a maioria exerça com parcimônia o seu direito de comungar do banho refrescante, os peraltas o fazem com muito barulho, espirrando borrifos para todos os lados, pulando e mergulhando sem enxergar direito o que têm pela frente...

É incrível como o ser humano tem necessidade atávica de eleger um guru, um idéia, um livro, enfim, algo em que possa depositar todos os seus sonhos de "salvação", "elevação", ou qualquer valor que lhe dê a paz interior de estar entre os que "sabem", os que "conhecem a verdade"...

Ainda mais curioso que um homem muito sábio disse exatamente o contrário, certa vez: "só sei que nada sei"... Caminhava à margem do Peripatus, perguntando corretamente para estimular respostas igualmente corretas. Bem diferente de quem diz "isso é assim porque consta do livro tal ou qual".

Já tive oportunidade de dizer que é preciso muito mais fé para crer no que diz a Mecânica Quântica do que no que asseveram as doutrinas espiritualistas... Pelo menos a ciência não tem "vergonha" de mudar o modelo adotado até então, sempre que bons motivos apontem para outros caminhos... Nenhum cientista fica esperando até que algum Grande Cérebro venha gravar uma nova tábua de mármore.

Todos nós sabemos (desde a Antiguidade) que é preciso ensinar a pescar e não dar o peixe.

No entanto, ainda pululam os defensores de verdades últimas imutáveis, que não admitem nem mesmo a ampliação de conceitos enunciados como uma mera propedêutica, um intróito, uma cartilha iniciática que se limita ao respeito pela capacidade do iniciante...

O grande mal de uma parte (felizmente menor) dos estudantes do espiritismo é restringir-se às obras da codificação como se fossem verdades últimas absolutas e imutáveis.

O colégio de Espíritos Superiores que ditaram os livros da codificação --- não me furto a apontar esse aspecto --- é apenas e tão-somente um grupo de seres que ditaram o que lhes pareceu acertado para o momento. Foram homens. Estiveram na Terra. Não se trata de seres da mais pura Luz que sequer podemos conceber como sejam em sua essência espiritual.

É preciso arrostar esse preconceito tão distorcido quanto qualquer outro: a verdade absoluta dos livros da codificação espírita SÓ existe para quem assim aceita que o seja... Nem mesmo os textos da codificação permitem concluir que ao homem não seja dado, e exigido, que de tudo cogite, duvide, desde que o faça com o coração puro de intenções.

Eu não carrego nem a Bíblia, nem o Alcorão, nem os Vedas, nem Kardec debaixo do braço...

Há pessoas que não crêem que o homem foi à Lua... Seria interessante esclarecer a esses que há uma placa deixada na superfície da Lua cuja principal função é refletir pulsos de luz enviados dos laboratórios da Terra, como forma de calcular-se, nesse nível de distância, os efeitos de aspectos da relatividade etc... Ah! Não foi só uma missão que foi à Lua --- mas apenas a primeira ficou famosa...

O homem tende a ser muito, muito vaidoso.

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